Estudantes lotam o Centro Cultural São Pedro para assistir a filme sobre relacionamentos abusivos
Entre aplausos e lágrimas: estudantes se emocionam com “Cicatrizes Invisíveis”

Um média-metragem sensível, necessário e impactante. Assim pode ser definido Cicatrizes Invisíveis – Um Conto Adolescente, obra que aborda a delicada temática dos relacionamentos tóxicos na adolescência e suas consequências no ambiente escolar.
O evento de exibição ocorreu na manhã da última segunda-feira (5), no Centro Cultural São Pedro, reunindo dezenas de estudantes das escolas PEI Aníbal do Prado e Silva, Escola Estadual Felícia Adelvais Pagliuso e Escola Municipal Estevam Salvagni. Além de assistirem ao filme, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do Centro Cultural São Pedro e da Biblioteca Municipal “José Paulo Paes”.

Com roteiro, direção e produção de Marcelo Rosa, e captação e edição do técnico Germano Shibata, a obra foi viabilizada com o apoio da Lei Paulo Gustavo, além do suporte essencial das secretarias municipais de Cultura e Educação, que garantiram o transporte dos alunos — fator fundamental para o sucesso da iniciativa.

A produção também contou com participações especiais, como da atriz Casturina Lima e do humorista Ruan Reis, além de alunos de projetos culturais locais e profissionais da educação.
Após a exibição, o diretor de Cultura, Lucas Moreira, destacou a importância da iniciativa:
“Foi maravilhoso, Marcelo. Saiba que nós, enquanto poder público representante da pasta, sempre estaremos abertos às ideias, aos projetos e à utilização dos espaços. Estamos aqui para fazer acontecer. Você é uma peça fundamental para a continuidade da arte na vida das nossas crianças. Gratidão por nos permitir fazer parte desse projeto. Quem ganha com tudo isso é a nossa população, as nossas crianças.”
A atriz e vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Casturina Lima, também comentou sobre a recepção do público:
“Isso é democratizar a cultura local, sociedade civil e Poder Público. Eu fiz parte desse projeto e sou grata por isso.”
O idealizador do projeto, Marcelo Rosa, relembrou a jornada até conseguir concretizar esse sonho:
“Agradeço à Secretaria de Cultura e à Educação. Há anos espero por uma oportunidade como essa: mostrar o trabalho com estrutura, junto aos estudantes. Começou com As Meninas Que Se Cortam*, que seria exibido no cinema local, mas foi cancelado por causa da pandemia. Agora, com* Cicatrizes Invisíveis*, tive essa vivência maravilhosa: o Cine São Pedro lotado, rindo, se revoltando, se comovendo com a obra. Isso é política pública, isso é democratização justa do acesso à cultura. Muito grato, em nome de todos os profissionais envolvidos, alunos, pais, professores e diretores que acreditam na arte e na educação.”
Diante da receptividade positiva, os organizadores já estudam a realização de um segundo dia de exibição, voltado a outras escolas do município. Cicatrizes Invisíveis é mais do que um filme — é um convite à reflexão e à valorização da arte como ferramenta de transformação social.


