Meu Testemunho de Vida Sobre Meu Pai

Texto resumido de André Vieira

Meu pai foi um homem marcado pelo vício na bebida. Quando eu tinha sete anos, meus pais se separaram, e ele foi morar com minha avó. Sem álcool, era bom e prestativo; com álcool, tornava-se agressivo. Passou anos sem trabalhar, vivendo de favores e catando latinhas para sustentar o vício.

Sidnei de Souza Vieira, o “CID RITA” com o neto Bruno Vieira

Em 2009, quando completou 65 anos, consegui aposentá-lo. Por um tempo, ele parou de catar latinhas. Lembro-me de vê-lo, em abril de 2010, indo ao barbeiro e ao médico, cuidado de si. Fiquei feliz. Mas, naquele mesmo dia, encontrei-o bêbado e caído na porta de um bar. Levei-o para casa, dei-lhe um banho — o primeiro que dei no meu pai — e o coloquei para dormir.

Na manhã seguinte, recebi a ligação: ele havia morrido de infarto durante a madrugada.

Deus me deu o privilégio de dar-lhe o último banho e colocá-lo para descansar. Não pude dizer em vida que o amava, mas ele era o meu pai, com todos os defeitos e virtudes.

Aproveite cada momento ao lado do seu. Abrace, beije e diga que ama. Amanhã pode ser tarde.

Time de 1966 – Copacabana – em destaque Sidnei de Souza Vieira, o “CID RITA”

André Vieira é educador físico