O Dia dos Pais que Nunca Mais Será o Mesmo
Marcado pela ausência de um verdadeiro paizão

Hoje é Dia dos Pais. Não falo apenas da data marcada no calendário. Falo dos verdadeiros pais, daqueles que se doam sem medida, que protegem, que amam, como só um pai sabe amar. Pais que estão perto, pais que a vida levou, e pais que, de forma cruel, foram arrancados dos braços dos filhos por mãos indignas de serem chamadas humanas.
Entre esses últimos, há um nome que hoje ecoa forte: Vanderlei Mársico.
Eu vi. Eu sei. Testemunhei o carinho com que tratava seus filhos, o cuidado com a família, a presença que não se media apenas no tempo, mas na qualidade. Vanderlei foi pai em tudo: no número de filhos e na intensidade do amor que dava a cada um deles.
Hoje, imagino o silêncio pesado que deve morar na casa de seus filhos. O abraço que não será dado, o almoço que não terá seu riso à mesa, a data que deveria ser de festa, mas que se tornou um luto que não cabe nas palavras. Algum monstro tirou deles o direito de viver este dia.
Quando um pai parte pela lei natural da vida, a dor já é grande. Porém, quando alguém arranca um pai da vida dos filhos pela violência, não é só o coração que se quebra — é também a fé na humanidade.
Meu desejo é que a Justiça não tarde. Que os responsáveis por essa brutalidade paguem com todo o peso da lei. E que os filhos de Vanderlei encontrem forças para atravessar este domingo tão triste. Que Deus, em sua infinita bondade, abrace cada um deles e sopre coragem onde hoje só existe vazio.
Porque, neste Dia dos Pais, o amor continua vivo, mesmo que o pai já não esteja aqui para recebê-lo.
Por Marcos Bonilla – Diretor e editor chefe do Jornal Opinião
