Celebração mostrou que a simplicidade também pode ser grandiosa

A festa de Taquaritinga, pelos seus 133 anos de emancipação, foi mais do que uma simples comemoração. Não pela pompa, nem pelo excesso de recursos — que eram escassos, mas pela engenhosidade de transformar limitações em beleza.

O bolo voltou. Sim, aquele imenso, de 133 metros, criado ainda no governo Paulo Delgado e que, por um tempo, foi substituído pela distribuição às escolas. Mas nada se compara à partilha com o povo.

Na música, a escolha foi certeira: artistas da terra. Bandas e vozes de Taquaritinga subiram ao palco e mostraram a mesma qualidade de grandes nomes de fora. Além da emoção, houve também economia: recursos que, de outra forma, se perderiam em contratações distantes, ficaram na cidade.

Equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo junto com apoiadores de outras pastas

O desfile manteve-se na Avenida Paulo Scandar, como já vinha acontecendo, mas a mudança de horário trouxe controvérsia: o sol da manhã castigou. Ainda assim, o brilho da festa resistiu.

Prefeito e secretário de Cultura e Turismo merecem aplausos. Fizeram muito com tão pouco. Da simplicidade brotou beleza. Do bolo ao belo, a cidade encontrou, mais uma vez, sua forma de celebrar.

Marcos Bonilla – diretor e editor-chefe do Jornal Opinião de Taquaritinga