TRUMP FALA DA CÚPULA DO ALASCA
Nesta terça-feira (19/8), um dia depois do encontro com Zelensky e líderes europeus, na Casa Branca, Trump falou, pela primeira vez, em entrevista à FoxNews, do encontro com Putin, no Alasca, realizado sexta-feira (15/8).

O presidente revelou que, assim que terminou a reunião na Casa Branca, ligou pra Putin e propôs um encontro com Zelensky. O principal assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, chamou a ligação de “franca e construtiva”, mas que o encontro é só “uma ideia para explorar a possibilidade de elevar o nível das negociações diretas”.
Trump não deu detalhes da partilha das áreas ocupadas pela Rússia, afirmou apenas que a “Ucrânia ficará com muito território”, sem especificar quais. Sobre as garantias de que a Ucrânia não volte a ser atacada, uma das principais reivindicações dos líderes europeus presentes à reunião, Trump afirmou que “haverá algum tipo de segurança, mas não nos moldes da OTAN”.

O Artigo 5.⁰ do Tratado da OTAN prevê que aliados possam intervir caso um membro seja atacado por um terceiro país.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, sinalizou que Moscou pode aceitar o encontro Putin-Zelensky, mediado por Trump, e sugeriu abrir mão de parte dos territórios que ocupa: “A Rússia nunca quis só territórios, não rejeita nenhum formato para discutir a paz”, mas que o acordo traga “garantias de segurança” à Rússia”.
RASCUNHO DO ACORDO
Putin apresentou um esboço dos termos para encerrar a guerra, que prevê a retirada de tropas russas do norte da Ucrânia, em troca do reconhecimento da anexação da Crimeia, a manutenção do controle russo na região de Donbas, a promessa de que a Ucrânia não se juntará à OTAN e o alívio das sanções contra Moscou.
Zelensky admitiu, pela primeira vez, domingo (17/8), em Bruxelas, negociar as terras controladas por tropas russas; o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reconheceu que Kiev, na prática, terá de aceitar a perda de territórios, ainda que não formalmente.
As próximas semanas serão intensas.
(Com: BBCBrasil; CNNBrasil; FoxNews e agências).
