Com apoio da Lei Aldir Blanc, murais unem passado e futuro em homenagem a patronos, escritores e trabalhadores rurais

O Projeto Colorindo a Periferia, contemplado pela Lei Aldir Blanc e apoiado pela Secretaria de Cultura e Turismo de Taquaritinga, segue cumprindo sua missão de transformar espaços públicos em verdadeiras galerias a céu aberto, unindo memória, identidade e criatividade. A mais recente ação resultou no 5º mural do projeto, que contemplou as EMEBs Edina Bergamasco Scrivanti e Lydia Miziara, no Jardim Paraíso.

Com o tema “A poesia do educar: colher memórias e semear o futuro”, a obra busca resgatar o passado pela ancestralidade, despertar pertencimento e reforçar a escola como ambiente formador de cidadãos conscientes, empáticos e justos.

Na EMEB Edina Bergamasco Scrivanti, a pintura homenageia a patrona da unidade com um retrato central, rodeado por símbolos lúdicos ligados à educação. Um detalhe especial foi a participação dos alunos do 5º ano, que ajudaram na execução da arte. Já nas paredes intermediárias, personagens de diferentes tons de pele e profissões diversas ganharam vida, valorizando a diversidade. Também foram retratados a escritora Carolina Maria de Jesus, o poeta taquaritinguense José Paulo Paes, com o poema “Convite”, e a figura de um jovem universitário, simbolizando sonhos e conquistas.

Na EMEB Lydia Miziara, o mural homenageia sua patrona e inclui a representação de uma criança autista, fortalecendo a representatividade no ambiente escolar. O resgate da memória local também esteve presente, com a pintura de dois lavradores que simbolizam a importância da agricultura na economia da cidade, além de uma árvore genealógica com raízes carregadas de nomes familiares, reforçando que o futuro nasce das histórias do passado.

Ao todo, os murais somam quase 15 metros de extensão e foram realizados pelos alunos-artistas Inês, Maria Fernanda, Alexsandra, Stephany e Rillary, sob supervisão de Nicole Gomes e Cleiton Silva.

Um percurso de cores pela periferia

Desde sua criação, o Colorindo a Periferia já deu vida a diferentes pontos de Taquaritinga, cada um com uma temática própria:

O 1º mural, na creche inacabada do Jardim Maria Luiza II, trouxe a reflexão sobre os povos indígenas como guardiões da natureza e do futuro.

O 2º mural, no muro externo do Bar do Miguel, apresentou uma verdadeira aula de história ao retratar elementos culturais das cinco regiões do Brasil.

O 3º mural, na Comunidade Evangélica Jesus é Vida, destacou a ancestralidade africana e a diversidade cultural.

O 4º mural, no sobrado do “Beto Carroceiro”, retratou a força do futebol, da cultura e da acessibilidade como símbolos da periferia.

Além das pinturas, o projeto também oferece oficinas de técnicas artísticas, história da arte, lettering e customização, formando crianças e adolescentes como futuros muralistas e agentes de transformação social.

Arte como identidade

Mais do que embelezar espaços, o Colorindo a Periferia promove pertencimento, resgata memórias e valoriza talentos locais. Cada mural conta uma história, fortalece a identidade cultural e mostra que a periferia é, sim, lugar de arte, cultura e conhecimento.

Como afirmam seus idealizadores, “a periferia é lar de artistas, atletas e mil talentos que são o presente e o futuro do Brasil”.