*SOLUÇÃO FINAL – DO HOLOCAUSTO À LIMPEZA ÉTNICA*
Em 1922, Adolf Hitler disse ao jornalista Josef Hell que quando chegasse ao poder na Alemanha, a “destruição dos judeus” seria sua “primeira e mais importante tarefa”, ideia citada na autobiografia Mein Kampf (Minha Luta), em 1925

Hitler chega ao poder em 1933 e passa a perseguir os “inimigos do Reich”: inaugura o campo de concentração de Dachau, em Munique, aprisiona judeus, comunistas, Testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais; força a emigração em massa de judeus alemães para países vizinhos, firma um acordo com o Banco Anglo-Palestino e a Federação Sionista da Alemanha, que transferiu 70 mil judeus para a Palestina. Com a deflagração da 2.ª Guerra, em 1939, aumenta a perseguição.
A expressão “Solução Final” apareceu, pela primeira vez, em uma carta do general nazista Reinhard Heydrich ao diplomata Franz Luther, do ministério do Exterior, em julho de 1941, que solicitava autorização para colocar em prática a operação, já decidida por Hitler e pelo marechal Hermann Goering, de “remover todos os judeus” dos territórios ocupados. Os nazistas concentravam os judeus em guetos e campos de concentração. Ao fim da Guerra, 6 milhões de judeus haviam sido exterminados – o Holocausto.
PARALELISMO
Em 29 de novembro de 1947, a ONU proclamou o Plano de Partilha da Palestina, que previa a criação dos Estados Palestino e de Israel. Dias antes, o grupo terrorista judeu-sionista Lehi havia assassinado uma família de palestinos; em retaliação, sete colonos judeus foram mortos, dando início aos conflitos que não têm fim.
Em 14 de maio de 1948, os judeus comemoram o Yom HaAtzmaut (“Dia da Independência de Israel”, em hebraico); a mesma data é referida pelos palestinos como Nakba (“catástrofe”, em árabe).
Com a criação de Israel, 750 mil árabes (metade da população) foram expulsos da Palestina, 500 cidades foram despovoadas, o exército israelense impõe o Plano Dalet, operação de guerra biológica de envenenar o abastecimento de água de cidades e vilas palestinas, que causou uma epidemia de febre tifoide – a tentativa de envenenamento em Gaza foi frustrada pelo exército do Egito.
Israel adotou o sionismo, obscura doutrina segregacionista, baseada na “herança genética da raça judaica”, para justificar as opressões aos palestinos, nos moldes que os nazistas impuseram aos judeus: massacres de civis, criação de campos de detenção exclusivos para palestinos (onde ocorrem estupros sistemáticos, inclusive de crianças) etc.

As ações das forças israelenses em Gaza se iniciaram como resposta aos ataques do grupo Hamas, em outubro de 2023; porém, a brutalidade dos ataques superou o “direito de autodefesa” e recaiu em “punição coletiva”, considerado crime de guerra pelo Direito Internacional: o Hamas teria matado 1.140 civis israelenses; até agora, as forças armadas de Israel mataram mais de 60 mil civis palestinos, destruíram 95% das casas, todos os hospitais, escolas e serviços de água/luz/esgoto. (Numa sinistra “comparação”: 34 crianças israelenses foram mortas pelo Hamas enquanto 25 MIL crianças palestinas foram mortas pelo exército israelita).
No dia 13 de agosto de 2025, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou o que seria a “Solução Final” para a situação palestina, decisão que havia sido aprovada junto com o comandante do Estado-Maior, general Eyal Zamir.
A tomada total da Cidade de Gaza, a mais populosa da Palestina, será o ato final dos crimes de guerra perpetrados por Israel desde as “respostas” ao ataque do Hamas de outubro de 2023.
13 de Agosto de 2025 passará para a História como o Dia da Limpeza Étnica da Palestina.

