STJ marca data para julgar recurso de Bruno Henrique, do Flamengo
Pedido de habeas corpus do atacante será analisado pela corte na próxima terça-feira (2)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pautou para a próxima terça-feira (2) o julgamento de um recurso apresentado pelo atacante Bruno Henrique, do Flamengo, investigado por participação em um suposto esquema de manipulação de apostas esportivas.
O pedido envolve um habeas corpus que havia sido negado, no mês passado, pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Agora, o recurso será analisado pelo colegiado da corte.
A defesa do jogador alega que a Justiça do Distrito Federal, responsável pelo processo criminal, não teria competência para julgar o caso. Segundo os advogados, a ação deveria tramitar na Justiça Federal, o que, se acatado, poderia anular todos os atos processuais realizados até o momento.

Acusação e denúncia aceita
Em julho, a Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPDFT) contra Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, tornando-os réus pelo crime de fraude esportiva.
A acusação está ligada a um episódio ocorrido em 2023, em partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro. De acordo com as investigações, o atacante teria recebido um cartão amarelo de forma intencional para beneficiar apostadores, incluindo seu irmão.
Como funcionava o esquema
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Segundo o órgão, houve um volume atípico de apostas envolvendo a advertência do atleta, com movimentações em contas recém-criadas e valores apostados acima do padrão. Parte dessas apostas teria origem na cidade natal do jogador, Belo Horizonte.
Na ocasião, Bruno Henrique recebeu dois cartões no jogo: um amarelo por agressão nos minutos finais da partida e, logo após o apito final, um cartão vermelho por ofender o árbitro.
O julgamento do habeas corpus no STJ será decisivo para o andamento do processo, podendo manter a tramitação na Justiça do Distrito Federal ou transferi-la para a esfera federal.
Fonte e foto: Gzh e O globo

