Justiça seja feita: Taquaritinga é reconhecida como Município de Interesse Turístico após luta de uma década
Da semente plantada por Fúlvio Zuppani, passando pela continuidade de Vanderlei Mársico e concluindo novamente com Fúlvio, a conquista teve nomes como Léo Oliverio e Luisinho Bassoli na linha de frente
O árduo caminho para que Taquaritinga fosse reconhecida como Município de Interesse Turístico (MIT), título aprovado pela Assembleia Legislativa na última quarta-feira (27), começou há quase uma década, ainda no primeiro mandato do então prefeito Fúlvio Zuppani. Na época, o processo contou com a atuação da Câmara Municipal, presidida pelo advogado Luisinho Bassoli, e de lideranças locais que vislumbravam no turismo uma alternativa de desenvolvimento econômico.

O movimento ganhou corpo quando o empresário Léo Oliverio, que ao lado de outros empreendedores e da sociedade civil, passou a encabeçar o projeto. A proposta foi abraçada pela administração seguinte, do saudoso ex-prefeito Vanderlei Mársico e seu vice Luiz Fernando, que enxergaram no projeto uma oportunidade de atrair novos investimentos e preparar a cidade para um crescimento sustentável a médio e longo prazo.
O Plano Diretor, peça-chave
Um marco importante ocorreu em 28 de junho de 2016, com a entrada em vigor da Lei n.º 4.362/2016, que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico de Taquaritinga. A legislação criou o arcabouço legal necessário para alinhar a Lei Orgânica do Município às normas estaduais e federais, possibilitando a inserção da cidade nos instrumentos institucionais, normativos e financeiros ligados à atividade turística.

O Plano Diretor determinou, entre outras medidas, a atuação integrada da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do Conselho Municipal do Turismo (COMTUR), em parceria com entidades públicas e privadas. O documento também estabeleceu diretrizes para analisar a vocação turística da cidade e desenvolver sua potencialidade socioeconômica, com foco em um Circuito Cultural — envolvendo artesãos, artistas, folclore, gastronomia, turismo ecológico e práticas sustentáveis.
Formação e conscientização

A lei também prevê a criação de um Centro de Formação em Turismo, voltado para a conscientização da comunidade sobre a importância do setor como fonte de emprego e renda. O objetivo é desenvolver um pensamento estratégico, capacitar mão de obra local e mobilizar a sociedade em prol de um turismo que preserve a identidade cultural e fortaleça a economia.
Recursos e futuro
Com o título de MIT, Taquaritinga passa a receber anualmente cerca de R$ 500 mil do Governo do Estado para aplicar em projetos turísticos. A expectativa é de que os recursos ajudem a consolidar iniciativas já previstas no Plano Diretor, ao mesmo tempo em que novos projetos possam ser elaborados.

“Esse foi apenas o primeiro passo”, destacou o grupo responsável pela mobilização. “Agora, a cidade precisa lutar para garantir que os recursos cheguem de forma efetiva e sejam aplicados em benefício da população.”

