Prestes a completar 29 anos, entidade de Taquaritinga luta contra a falta de recursos e clama por apoio do Poder Público e da sociedade

A Comunidade Terapêutica Horto de Deus, de Taquaritinga, está enfrentando uma das piores crises financeiras desde sua fundação, em 22 de novembro de 1996, onde foi idealizada por Leonildo Delfino de Oliveira. Para garantir a alimentação dos acolhidos, a instituição precisou vender um caminhão de lenha por R$ 1.250,00, valor usado para comprar comida para os internos.

Segundo o presidente do Horto de Deus, José Carlos Vaz de Camargo, a Prefeitura de Taquaritinga tem uma dívida de R$ 87.500,00 referente ao ano de 2024. Além disso, os repasses de R$ 85.000,00 em emendas impositivas para 2025 ainda não começaram a ser pagos.

“Eu vou lá e eles não pagam nada”, lamenta José Carlos, destacando que a situação é insustentável.

O mais curioso, é que o atual prefeito de Taquaritinga, Dr. Fúlvio Zuppani, enquanto médico, foi um dos maiores apoiadores da entidade, mas agora, no comando do Executivo, os repasses não estariam acontecendo como esperado. Mas a exclusividade da falta de pagamento não é só do município, o governo Federal cortou todos os repasses que eram feitos para a entidade.

Mais de duas décadas de acolhimento e esperança

Fundada por Leonildo Delfino de Oliveira e Susana Lemos de Oliveira, a Comunidade Horto de Deus nasceu para semear o bem e oferecer recuperação a dependentes químicos. Diferente de clínicas de internação compulsória, o Horto trabalha com a metodologia voluntária, ou seja, cada acolhido busca o tratamento por livre vontade, o que, segundo a entidade, resulta em altos índices de recuperação, tornando-se referência nacional.

Em novembro, a instituição completa 29 anos de atuação, oferecendo não apenas desintoxicação, mas também atividades de autocuidado, sociabilidade e práticas inclusivas, que estimulam o amor ao trabalho e à convivência em grupo. Além disso, a comunidade reforça o papel da espiritualidade e do apoio familiar como pilares fundamentais no processo de recuperação.

Pedido de ajuda

A direção do Horto de Deus faz um apelo à sociedade civil, empresários e autoridades para que a instituição não precise reduzir atendimentos ou até mesmo suspender suas atividades por falta de recursos.

“Estamos vivendo um momento de aperto. Mas não podemos deixar que esse trabalho, que já transformou tantas vidas, seja interrompido”, reforça José Carlos.