BRASIL E ISRAEL
As relações diplomáticas, que já estavam tensas, escalaram com o anúncio do ministério das Relações Exteriores israelense de “rebaixar” as relações bilaterais (25/8), porque o ministério brasileiro ignorou a indicação do novo embaixador Gali Dagan.
O Brasil sempre teve excelentes relações com Israel e Palestina; em 1947, o chanceler Osvaldo Aranha presidiu a Assembleia da ONU que criou o Estado de Israel.
Após os ataques do Hamas e a resposta israelense, em 2023, o Brasil se posicionou com firmeza, chamou o ataque do Hamas de “atentado terrorista” e condenou a “reação desproporcional” de Israel.

A violência israelense levou a comunidade internacional a intensificar a pressão contra o Estado Judeu: a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança da ONU aprovaram cessar-fogo, vetado pelos EUA; a Corte Internacional de Justiça considerou ilegal a ação militar; o Tribunal Penal Internacional emitiu mandado de prisão ao primeiro-ministro Netanyahu por crime contra a humanidade.
A partir de 2025, a reprovação a Israel é praticamente unânime: ONU, Liga Árabe, União Africana, China, Rússia, França, Reino Unido, Canadá, Espanha, Turquia, Arábia Saudita, Indonésia, Paquistão, África do Sul, Austrália, Nigéria, Egito, Catar, México, Colômbia, Vaticano, entre outros. A União Europeia avalia “violações de direitos humanos” por parte de Israel – hoje, Tel Aviv conta somente com o apoio dos EUA.
Israel já havia designado a Agência da ONU para Refugiados Palestinos de “organização terrorista”, se retirado do Conselho de Direitos Humanos da ONU e ignorado proposta do Catar de negociar a paz.
OFENSAS AO BRASIL

Na terça-feira, 26/8, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ofendeu o presidente Lula, pelas redes sociais, o chamando de “antissemita” e “apoiador do Hamas”, além de utilizar uma foto fake do presidente brasileiro como “marionete” do líder iraniano Aiatolá Khamenei.
O Itamaraty reagiu: “São inaceitáveis as ofensas, inverdades e grosserias proferidas contra o Brasil e o Presidente Lula, espera-se que o ministro Katz, em vez de habituais mentiras e agressões, assuma responsabilidade no ataque contra o hospital Nasser, em Gaza, que matou 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários, e impeça o genocídio palestino”.
O Brasil segue defendendo a Solução de Dois Estados: Israel e Palestina.
Foto: https://www.epochtimes.com.br
(Com: MRE; G1; Agência Brasil CNNBrasil et al.).

