Matéria do Jornal Opinião sobre dívida de R$ 250 milhões repercute e PGL se manifesta
Fornecedor diz que buscou apenas transparência e critica privilégios e falta de controle da administração
A empresa PGL Alimentos Ltda., fornecedora regular da Prefeitura de Taquaritinga, de propriedade de Egedião Tadeu Lourenço, divulgou neste sábado (6) uma nota pública de esclarecimento após a repercussão da matéria publicada pelo Jornal Opinião, que revelou, com base em documentos oficiais, a dívida de aproximadamente R$ 250 milhões do município e a quebra da ordem cronológica de pagamentos.
No comunicado, a PGL repudia tentativas de distorção e politização em torno da ação judicial que moveu contra o município. A empresa reforça que a medida judicial, reconhecida em decisão liminar no processo nº 1002832-04.2025.8.26.0619 — teve como objetivo exclusivo garantir o cumprimento da ordem cronológica de pagamentos prevista no artigo 141 da Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações).
Segundo a empresa, todos os contratos foram cumpridos, com notas fiscais atestadas e empenhos liquidados, mas, mesmo assim, fornecedores mais recentes receberam antes, sem justificativa legal. Além disso, a Prefeitura teria negado acesso à lista de pagamentos, ferindo o princípio da transparência.
Na mesma publicação do Diário Oficial repercutida pelo Opinião, a administração municipal revelou a existência de uma dívida de aproximadamente R$ 250 milhões, além de R$ 70 milhões em valores não conciliados. Para a PGL, esses números comprovam “um cenário de absoluto descontrole orçamentário e administrativo”, reforçando a necessidade da intervenção judicial.



A decisão liminar do Judiciário determinou que a Secretaria da Fazenda:
- publique a ordem cronológica de pagamentos;
- não realize novos pagamentos fora da ordem legal, salvo com justificativa formal e devidamente publicada.
Em tom mais contundente, a nota da PGL afirma que é preciso dar fim a privilégios e “boquinhas” no sistema de pagamentos da Prefeitura:
“Não se pode mais admitir um sistema em que quem grita mais ou tem apadrinhamento político receba antes, em detrimento de fornecedores que trabalham com seriedade, entregam os produtos e prestam contas conforme a lei exige.”
A empresa também alertou que não aceitará retaliações políticas ou veladas em razão da ação movida, e que qualquer indício de perseguição será denunciado ao Ministério Público, Tribunal de Contas e ao Judiciário.
Por fim, a PGL reafirmou seu compromisso com a legalidade e a moralidade administrativa, defendendo que os pagamentos da administração sejam feitos de forma legal, transparente e impessoal, em respeito ao interesse público.

