Encontro contou com a presença dos vereadores Véio Modesto, Beto Girotto, Jhow Adorno, Arnaldo Baptista, Baixinho do Posto e Delo Bate Bola, mas terminou sem solução para os atrasos salariais

A Câmara Municipal de Taquaritinga recebeu, nesta segunda-feira (8), funcionários da empresa Mac Clean, responsável pelo serviço terceirizado de limpeza, em uma tentativa de intermediação para resolver a falta de pagamento dos salários. No entanto, a reunião terminou com tumulto e sem solução.

Os proprietários da empresa não compareceram e, por telefone, o advogado da Mac Clean informou que não esteve presente por conta de uma audiência. Ele alegou ainda que a Prefeitura não havia repassado valor suficiente para quitar os vencimentos dos cerca de 150 trabalhadores, motivo pelo qual recomendou que cada funcionário buscasse a Justiça individualmente para cobrar seus direitos.

Na reunião, apenas o gerente da empresa, identificado como Brunelli, compareceu. Aos trabalhadores, ele repetiu a orientação de procurar advogados para entrar com ações judiciais.

O vereador Véio Modesto (PSD), que acompanhou a situação, criticou a postura da empresa e afirmou que os repasses já feitos pela Prefeitura seriam suficientes para arcar com os salários.
“O dono ficou de vir e não veio. O advogado alegou falta de tempo, mas disse que a Prefeitura não pagou o suficiente. Isso não é verdade. No primeiro repasse, de R$ 347 mil, já dava para quitar dois meses atrasados. Quando foi feito o terceiro pagamento, a empresa já tinha recebido mais de meio milhão de reais. Dava para pagar os funcionários e ainda sobrava dinheiro. Infelizmente, não pagaram porque são sem vergonha”, disparou.

Segundo os vereadores, o contrato da Mac Clean com o município chega a aproximadamente R$ 7,5 milhões, com custo mensal estimado em R$ 450 mil. Documentos já foram encaminhados ao Ministério Público, que acompanha o caso.

A crise trabalhista preocupa os parlamentares e gera insegurança entre os funcionários, que dependem do pagamento para sustentar suas famílias. Além da situação em Taquaritinga, vereadores citaram que a empresa já enfrentou problemas semelhantes em outras cidades, como Campinas e Ilha Solteira, onde também atuou por meio de contratos emergenciais.

Com o impasse, a Câmara Municipal promete continuar acompanhando o caso, mas a solução imediata dependerá de medidas judiciais que os próprios trabalhadores devem adotar.