Dados extraoficiais apontam dívida de precatórios da Prefeitura de Taquaritinga acima de R$ 60 milhões
Sérgio Salvagni e Milton Nadir lideram a lista dos prefeitos que mais deixaram precatórios; Tato Nunes e Vanderlei Mársico foram os que menos acumularam


A Prefeitura de Taquaritinga acumula atualmente uma dívida superior a R$ 60 milhões em precatórios, segundo dados extraoficiais. Os valores resultam, em sua maioria, de ações ajuizadas entre os anos 2000 e 2010, que ainda hoje impactam as contas públicas do município, ultrapassando os R$ 50 milhões apenas nesse período.
Entre os ex-prefeitos, alguns deixaram passivos expressivos, enquanto outros tiveram impacto menor no acúmulo da dívida. Os precatórios mais antigos remontam a fatos da década de 1990. Já os maiores valores estão ligados a ações de desapropriação, cobranças de contratos administrativos e contribuições previdenciárias.
Evolução da dívida
- Década de 1990: primeiros processos relacionados à URV e reajustes de servidores.
- Anos 2000: explosão de ações contra a Prefeitura, principalmente de desapropriações, cobranças contratuais e obrigações previdenciárias. Só nessa faixa, os precatórios somam mais de R$ 21 milhões.
- Anos 2010: aumento de processos trabalhistas e administrativos, com destaque para ações de servidores. O montante dessa década supera R$ 19 milhões.
- Após 2015: continuam surgindo novas ações, mas de valores individualmente menores, ligadas a gratificações, adicionais e cumprimento de sentenças.
Maior e menor precatório
- O maior valor individual da lista é de R$ 11 milhões, referente à ação da Fazenda Nacional (1997), ligada a contribuições previdenciárias.
- O menor valor identificado é de pouco mais de R$ 1,5 mil, em ação de gratificação (2006).
Prefeitos e responsabilidade histórica
A análise por ano de ingresso dos processos mostra que os prefeitos que administraram Taquaritinga entre o fim da década de 1990 e meados dos anos 2000, governos de Sérgio Salvagni e Milton Nadir, deixaram o maior passivo em precatórios, que somam mais de R$ 40 milhões.
O governo de Paulo Delgado (2005 a 2012) aparece com cerca de R$ 13 milhões em precatórios. Já Tato Nunes foi o que menos deixou, num total de R$ 123 mil, seguido por Vanderlei Mársico, com aproximadamente R$ 341 mil.


O atual prefeito, Dr. Fúlvio Zuppani, também aparece na lista: durante o período em que governou, de 2013 a 2016, deixou mais de R$ 10 milhões em precatórios.

É importante destacar que o levantamento considera o ingresso do precatório pelo credor e não necessariamente que o valor tenha sido causado pelo prefeito da época.
Os números apresentados são de levantamento extraoficial obtido pelo Jornal Opinião.

