Comunidade Terapêutica “Jesus em Damasco” celebra conquistas e reforça pedido de apoio
Instituição atende hoje 21 mulheres em recuperação e luta para garantir recursos para continuar o trabalho
A Comunidade Terapêutica Feminina “Jesus em Damasco”, que acolhe mulheres em tratamento contra a dependência química, promoveu na última quarta-feira (10) um encontro para apresentar resultados de projetos culturais e discutir os desafios enfrentados pela entidade.
Segundo Patrícia Trindade Soares, administradora da casa, a instituição tem capacidade para 40 internas, mas atualmente acolhe 21 mulheres, incluindo duas mães com bebês de até 12 meses. “O recurso federal repassado por vaga, cerca de R$ 1,1 mil, não cobre os custos. Temos sete refeições diárias, quartos climatizados, oficinas e terapias para preparar essas mulheres para um novo começo”, explicou.

O evento contou com a presença das vereadoras Maria Azevedo (PL), Mirian Ponzio (PT) e Lívia Zuppani (MDB), da secretária municipal de Educação, Rita Ramalho, da vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Casturina Lima, de Silvia Micali, da professora Mariângela Zacarias, do jornalista Auro Ferreira e de Marcos Bonilla, editor-chefe do Jornal Opinião. A equipe recebeu os visitantes ao lado das acolhidas, em um momento de integração marcado por apresentações artísticas e depoimentos emocionantes. As internas dançaram e se divertiram ao som de Marcela Oliveira, que encantou a todos os presentes.

A fundadora, Marilda Duarte Azadinho, lembrou que a comunidade completará 20 anos em breve e destacou a importância de parcerias. Emendas parlamentares, especialmente da deputada estadual Márcia Lia (PT), e o apoio de municípios vizinhos, como Monte Alto, têm sido fundamentais para manter o serviço. No entanto, recursos previstos por Taquaritinga somam cerca de R$ 500 mil em atrasos, o que dificulta o pagamento de funcionários e a ampliação das atividades.

As parceiras da entidade, Fúlvia Marquesi e Eliana Veloci, responsáveis pelo projeto “Mulheres Arteiras”, financiado pela Lei Aldir Blanc, apresentaram colchas bordadas pelas acolhidas, resultado de um trabalho de alfabetização visual e bordado. “A arte devolve autoestima e cria vínculos. Cada peça carrega um pouco da história e da superação dessas mulheres”, disseram.
A tarde também foi marcada por música, depoimentos de ex-internas em sobriedade e um clima de esperança. “É gratificante ver que, apesar das dificuldades, a casa continua transformando vidas”, afirmou Auro Ferreira.
Patrícia reforçou o apelo para que o poder público e a sociedade apoiem a entidade: “A dependência química é uma doença. Essas mulheres precisam de acolhimento e oportunidades para recomeçar”.

Fonte e fotos: Auro Ferreira

