Quando as contas pesam, mas o orgulho resiste

Mesmo em meio a precatórios milionários e denúncias, Taquaritinga encontra alento no reconhecimento de Dimas Ramalho

A semana parecia um inventário de desgostos. Cada manhã chegava com um envelope de notícias indigestas: o estoque de precatórios ultrapassando os 60 milhões; um bloqueio do Ministério Público para que a prefeitura compre vagas em escolas particulares; a tal PEC que promete aliviar os cofres municipais, mas que a OAB, sem cerimônia, apelidou de “PEC do calote” e contestou no Supremo. E, como se não bastasse, um secretário respondendo por improbidade, uma empresa terceirizada deixando trabalhadores na mão e um anúncio oficial de que a dívida municipal já beira os 250 milhões.

Às vezes, chego a pensar que Taquaritinga carrega uma maldição.

Mas, no meio desse enredo pesado, um sopro de alívio: Dimas Ramalho, filho da terra, foi eleito, mais uma vez, vice-presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, por unanimidade. Um gesto de reconhecimento que parece acender luz em um cenário enevoado.

Talvez seja isso que sustente o nosso cotidiano: saber que, apesar dos números que pesam e das manchetes que desafiam o ânimo, ainda há espaço para orgulho e esperança.

Dimas, com seu feito, salvou a nossa semana!