“É uma ação embrionária. Não há sentença, nem condenação. O Ministério Público propôs, o juiz recebeu a inicial, e agora as partes têm direito de apresentar defesa”, afirmou o advogado Dr. Guilherme Anselmo

“Nosso dever é informar com base em fontes oficiais, sempre garantindo que os envolvidos possam apresentar sua versão”, destacou o jornalista Auro Ferreira durante o programa.

O secretário de Administração de Taquaritinga, Antônio da Silva Ricardo, falou pela primeira vez sobre a ação movida pelo Ministério Público de Jaboticabal que o cita em suposta fraude ligada a uma “obra fantasma”.
Em entrevista ao programa Microfone Aberto, conduzido por Auro Ferreira, Antônio compareceu acompanhado do advogado Dr. Guilherme Anselmo para apresentar sua versão dos fatos e rebater informações publicadas recentemente pelo Jornal Opinião.

Segundo o advogado, a notícia que repercutiu nas redes sociais: “Secretário de Taquaritinga foi processado pelo MP por suposta fraude em obra fantasma”, “foi precipitada e deturpada”. Ele explicou que o caso trata-se apenas do recebimento de uma ação civil pelo Judiciário, sem qualquer decisão definitiva contra o secretário:

“É uma ação embrionária. Não há sentença, nem condenação. O Ministério Público propôs, o juiz recebeu a inicial, e agora as partes têm direito de apresentar defesa”, afirmou Anselmo, destacando que “é fundamental aguardar o desfecho da instrução processual antes de qualquer julgamento público”.

Antônio Ricardo disse ter se sentido “exposto de forma desnecessária”, sobretudo após comentários em redes sociais sugerirem fuga ou recebimento irregular de valores. Ele esclareceu que está entrando em férias para realizar uma especialização em Brasília, decisão já autorizada pelo prefeito:

“Sou servidor, tenho residência fixa em Taquaritinga e continuo à disposição da administração. Nunca fugi de nada”, disse.

O secretário também ressaltou sua trajetória profissional no município, lembrando que atua na prefeitura desde 2021 e que seu ingresso ocorreu por indicação técnica do governo estadual, através de Marco Vinholi.


Liberdade de imprensa e responsabilidade

O Jornal Opinião esclarece que a reportagem original baseou-se em informações oficiais do Ministério Público de Jaboticabal e não emitiu qualquer juízo de valor sobre o caso.

A publicação reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa, princípio essencial para a transparência e fiscalização dos atos públicos, mas igualmente com o direito ao contraditório e à ampla defesa. A abertura de espaço para que todas as partes envolvidas se manifestem é parte integrante desse compromisso.

O processo segue em fase inicial e será analisado pela Justiça, que decidirá sobre eventual responsabilidade dos citados. Até lá, cabe aos veículos de comunicação relatar os fatos com equilíbrio, sem prejulgar, e aos agentes públicos apresentar suas defesas nos foros adequados.

Fonte e fotos: Auro Ferreira