Um amigo chamado Pingo Galuban
Há pessoas que andam poraí iluminando o caminho dos outros, mesmo sem perceber. Pingo Galuban é uma dessas raridades. Desde o primeiro instante, a simpatia dele é como um convite silencioso para a amizade.
Lembro bem de um momento em que a vida resolveu pesar um pouco mais nos meus ombros. Foi então que tive a sorte de ter o Pingo por perto. Não chegou com soluções prontas nem discursos grandiosos. Veio com algo maior: presença e fé. Falava com uma serenidade que só ele tem — e isso me bastou. Às vezes, o que salva é simplesmente alguém acreditar que vamos ficar bem.

Outro dia, vendo Igor, seu filho, correndo alegre no balão, lembrei de escrever sobre esse amigo que não vejo há tempos. Seus filhos são especiais, assim como ele. Meu pai costumava dizer que “a fruta não cai longe do pé”, e é verdade: bondade, caráter e alegria parecem herança registrada no DNA daquela família.
Talvez alguém se pergunte por que escrever sobre ele assim, em vida. Porque é justamente agora que faz sentido. Gratidão pede o calor do instante, o abraço ainda possível. Pingo merece saber que, mesmo sem alarde, deixou marcas bonitas em minha vida.
E, para provar que a amizade também gosta de brincar de destino, houve aquela cena inusitada no Rio: Copacabana, céu azul, e quem surge? Pingo Galuban, de Taquaritinga! Como explicar um encontro desses? Talvez seja apenas a vida lembrando a gente que certas pessoas têm o dom de aparecer sempre no momento certo, mesmo que seja a quilômetros de casa.
Porque Pingo é assim: onde quer que esteja, parece que o bem o chama, e ele atende.

