Filhas de Cris Pereira se manifestam após condenação do pai e reforçam apoio: “A verdade prevalecerá”

Humorista foi absolvido em 1ª instância por falta de provas; família questiona nova decisão judicial

Após a recente condenação em segunda instância do humorista Cristiano Pereira da Silva, conhecido pelos personagens “Jorge da Borracharia” e “Gaudêncio”, por estupro de vulnerável, suas filhas do primeiro casamento, Caterine Pereira e Melissa de Freitas, usaram as redes sociais para manifestar apoio ao pai e reforçar sua confiança na inocência dele.

Cristiano, que integra o elenco do programa A Praça é Nossa, do SBT, é acusado de abusar sexualmente da filha nascida em 2016. O caso, ocorrido em 2021, tramita sob segredo de Justiça. Em nota oficial, o humorista nega o crime e ressalta que foi absolvido em primeira instância devido à falta de provas e de autoria.

Nas redes sociais, as duas filhas divulgaram a nota da defesa e reafirmaram o posicionamento do pai. Caterine publicou um vídeo com a família e a seguinte mensagem: “Somos amor, somos família! A verdade prevalecerá!”

O caso segue gerando reações nas redes sociais e no meio artístico. A defesa do humorista afirma que laudos periciais oficiais apontaram a inexistência do crime e que recorrerá às instâncias superiores. A produtora responsável pelos shows de Cris Pereira também manifestou apoio ao artista e suspendeu a turnê em andamento para preservar a imagem do comediante e de seus familiares.

Diante de um caso sensível e ainda em curso, o apoio público das filhas do primeiro casamento levanta uma reflexão sobre a possibilidade de que o humorista esteja sendo vítima de acusações infundadas, como já ocorreu em outros episódios marcantes da história judicial e midiática brasileira, como o caso da Escola Base, nos anos 1990. Acusados de abusar sexualmente de crianças, os donos da escola foram julgados pela opinião pública. Bastou a denúncia, a manchete e a indignação nacional. Vidas foram destruídas, reputações arrasadas, sonhos sepultados. No fim, era tudo mentira. Mas a verdade chegou tarde demais.

A condenação foi proferida pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul na última quinta-feira (25). A defesa reafirma a confiança na reversão da sentença e mantém o princípio da presunção de inocência até o trânsito em julgado.

Fotos: Gotino News e Metrópole