O FUTURO DA ONU

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, defendeu, na Assembleia Geral (27/9), que Brasil e Índia sejam membros-permanentes do Conselho de Segurança da ONU
Em 2023, o governo britânico se manifestou a favor da ampliação do CS, e citou a inclusão do Brasil, posição reiterada pelo atual primeiro-ministro Keir Starmer. Em 2024, o presidente da França, Emmanuel Macron, também defendeu a inclusão do Brasil; China e África do Sul já apoiaram o ingresso de Brasil e Índia, nas cúpulas dos BRICS.

COFFEE CLUB
Nos anos 1990, Itália, Espanha, Paquistão, Coreia do Sul, México, Argentina, Colômbia e Canadá formaram o grupo “União pelo Consenso”, apelidado de Coffee Club (Clube do Café), para firmar posição à eventual expansão do Conselho, diante das “rivalidades regionais”. Argentina, Colômbia e México se opuseram à entrada do Brasil; Itália e Espanha se opuseram à Alemanha (queriam cadeira única da União Europeia); Coreia do Sul se opôs ao Japão; Paquistão à Índia; e o Canadá defendeu que qualquer expansão fosse feita por consenso.
GRUPO G4
Em 2004, Alemanha, Brasil, Índia e Japão organizaram o G4, em busca de assentos permanentes no CS; a partir de 2009, as negociações avançaram em alguns pontos: Argentina, México e Colômbia deixaram de resistir ao Brasil; Coreia do Sul amenizou quanto ao Japão; Itália e Espanha recuaram na contrariedade à Alemanha; mas permanece a oposição do Paquistão à Índia.
QUESTÃO AFRICANA
Não há consenso sobre quem seria o representante do Continente: África do Sul, Nigéria e Egito pleiteiam a vaga.
PACTO PARA O FUTURO
Em 2024, o tema da reforma do Conselho, com o reconhecimento de América Latina e África como “regiões não representadas”, foi vinculado à “Agenda 2030”.
O CONSELHO DE SEGURANÇA

Composto por 15 membros, dez não-permanentes, eleitos para mandatos de dois anos, e cinco permanentes, com poder de veto (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido), o órgão é o único com autoridade jurídica para usar a força para impor suas decisões.
Quando foi criado, eram 51 países na ONU; hoje, são 193 – sua reforma é imprescindível para não comprometer sua legitimidade.
Fonte: ONUNews; Agência Brasil; UOL; BBCBrasil et al.

