Velório Municipal de Taquaritinga segue em condições precárias e obra de ampliação continua parada
População enfrenta desconforto e abandono enquanto prédio novo permanece inacabado



O Velório Municipal “José Mársico”, em Taquaritinga, continua em condições consideradas deploráveis por quem precisa utilizá-lo. A falta de manutenção e as estruturas deterioradas são reflexo de anos de abandono, agravados pela paralisação da obra de ampliação e modernização iniciada na gestão anterior, e que, até o momento, não foi concluída nem retomada pela atual administração.
O cenário é lamentável: banheiros em condições precárias, salas pequenas e abafadas, calor intenso e ausência de conforto básico para as famílias que enfrentam o luto. Enquanto isso, o novo prédio, construído nos fundos do atual velório, permanece praticamente pronto, à espera de acabamento e da boa vontade do poder público para ser entregue à população.



A situação gera indignação entre os moradores, que questionam o desperdício de dinheiro público e a falta de sensibilidade da administração. “Parece que, por aqui, terminar o que o prefeito anterior começou é pecado”, desabafam cidadãos que acompanham o impasse. Quem tem mais recursos busca o serviço do velório particular, mas a maioria depende exclusivamente da estrutura municipal, hoje em estado crítico.
Obra paralisada e promessa esquecida
O projeto do novo velório foi apresentado como uma resposta a uma reivindicação antiga da comunidade. Avaliado em cerca de R$ 1,3 milhão, o empreendimento previa seis novas salas de velar e convivência, área de café, banheiros acessíveis, climatização e iluminação natural.
Segundo o planejamento original, o espaço traria mais dignidade e conforto às famílias em momentos de despedida, com um ambiente moderno e acolhedor. A proposta ainda incluía a remodelação do prédio atual e a construção de uma laje de interligação entre as duas edificações, cercadas por gradil metálico e com nova entrada principal.



Apesar de estar em fase final de acabamento, a obra foi interrompida ainda no governo anterior. O projeto está tecnicamente pronto para ser retomado, mas a Prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre quando ou se pretende concluir o serviço.





Um problema que atravessa gestões
A construção de um novo velório é um pedido antigo de moradores e vereadores, feito há vários mandatos. A esperança de solução surgiu quando a antiga administração deu início à ampliação, porém o que se vê hoje é um espaço de luto transformado em símbolo de descaso e desperdício de recursos públicos.
Enquanto a nova estrutura segue abandonada, o velho prédio continua a receber velórios em condições que muitos classificam como “desumanas”.

