Polícia Civil dá resposta rápida e exemplar em caso de violência contra menor em Matão
Ação coordenada pelo delegado Dr. Alfredo Gagliano Júnior resulta na prisão do jovem de 19 anos acusado de tentativa de feminicídio e apreensão de arma e drogas
A cidade de Matão (SP) foi tomada por comoção e indignação após a violenta agressão sofrida por uma adolescente de 14 anos na saída da escola. O caso, que gerou grande repercussão nas redes sociais, teve um novo desdobramento nesta sexta-feira (10), quando a Polícia Civil, numa ação rápida, prendeu o jovem João Victor, de 19 anos, principal suspeito de desferir um soco que deixou a vítima desacordada.

De acordo com o delegado Dr. Alfredo Gagliano Júnior, responsável pelo caso, a prisão foi decretada após o Ministério Público e o Judiciário concordarem com o pedido de prisão preventiva apresentado pelo delegado Dr. Marlos Macuso.

“O promotor concordou, o juiz concordou e deu a prisão dele. Fomos até a casa e conseguimos localizá-lo”, explicou Dr. Alfredo, em entrevista concedida na tarde de sexta-feira.
Durante o cumprimento do mandado no Jardim do Bosque, os investigadores Leandro e Murilo encontraram na residência do suspeito um revólver calibre 38, munições e entorpecentes, além de um celular que será periciado. O delegado confirmou que João Victor adquiriu a arma após o crime, o que agrava a situação judicial do rapaz.
“Ele vai responder também por porte ilegal de arma de fogo, além da tentativa de homicídio contra a menina”, acrescentou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Civil, o jovem não reagiu à prisão e foi conduzido à Delegacia de Matão, onde houve um momento de tensão quando um familiar da vítima tentou investir contra o detido, sendo contido pelos policiais. Após os procedimentos, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Santa Ernestina, onde permanece à disposição da Justiça.



Dr. Alfredo classificou o caso como tentativa de feminicídio, dada a gravidade da agressão, e destacou o empenho da equipe policial e a agilidade do Ministério Público na condução do processo.
“A sociedade precisa entender que a polícia depende da decisão da Justiça. Foi um processo rápido e agora o caso segue com o Judiciário”, afirmou o delegado.
Outras pessoas investigadas
A Polícia Civil também apura o envolvimento de outras duas pessoas, entre elas uma tia do suspeito e uma jovem que teria participado das agressões. No entanto, até o momento apenas João Victor teve a prisão decretada.
Escola repudia agressão e oferece apoio psicológico

A Escola Estadual José Inocêncio da Costa, onde a vítima estuda, divulgou nota oficial repudiando veementemente a violência. A direção informou que a adolescente recebeu acolhimento imediato, o Samu foi acionado e as medidas disciplinares cabíveis foram aplicadas.
A aluna agressora envolvida no episódio foi transferida de escola, e a Unidade Regional de Educação (URE) de Araraquara disponibilizou apoio psicológico à vítima e à família.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil e continuará sob acompanhamento do Ministério Público e do Judiciário.
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