A PAX TRUMPISTA

Israel está em conflito, simultaneamente, com Palestina, Líbano, Irã e Iêmen, sempre com apoio dos EUA.

Porém, há um mês, as forças israelenses atacaram Doha, capital do Catar, para matar os negociadores do Hamas no processo de paz, sem autorização de Washington, o que enfureceu Trump, que havia visitado o país pouco antes e recebido de “presente” do emir catari um avião de luxo, que será o novo Air Force 1.

Aparentemente, Trump perdeu a paciência com Netanyahu e deu um “ultimato” ao israelense, logo após a Assembleia Geral da ONU:

“Você vai terminar essa guerra agora!”, determinou.

Netanyahu capitulou, pediu desculpas ao governo do Catar e foi “obrigado” a aceitar a proposta trumpista, que já havia sido aprovada por Catar, Turquia e EgitoTrump via a oportunidade ganhar o tão desejado Nobel da Paz.

Fato inusitado: Trump tomou a decisão quando assistia à final do torneio de tênis US Open, em Nova York, entre o espanhol Carlos Alcaraz e o americano Jannik Sinner, e mandou mensagem ao seu assessor especial, determinando o envio do plano de paz ao primeiro-ministro do Catar para que o entregasse ao Hamas.

Nesta segunda-feira (13/10), Trump viajou a Tel Aviv, discursou no Parlamento israelense, disse que “a era do terror no Oriente Médio acabou” e que “a mão da cooperação está sempre estendida ao Irã”, sendo aplaudido pelos parlamentares.

Depois, seguiu à cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito, onde foi recebido pelo presidente egípcio Abdel Al Sisi, com a presença de Recep Erdogan (presidente da Turquia), Tamim Al-Thani (emir do Catar), Mahmoud Abbas (Autoridade Palestina), Antonio Guterres (Secretário-geral da ONU), dos líderes da França, Reino Unido, Paquistão, Indonésia, Alemanha, Itália, Espanha, além de Gianni Infantino, presidente da Fifa (isso mesmo!), para anunciar o Tratado de Paz – na ausência de Netanyahu.

Confiante, Trump informou que a primeira fase foi concluída, com a libertação dos reféns israelenses pelo Hamas e dos prisioneiros palestinos por Israel, e que partiria às fases seguintes; a ONU relatou que EUA, Canadá, países europeus e árabes se disponibilizaram a contribuir com US$ 70 bi para reconstrução de Gaza; Rússia e China manifestaram apoio aos esforços de paz e defenderam a “solução de dois Estados”.

O mundo segue entre a esperança e a cautela – mas é consenso que houve avanço no caminho da paz no Oriente Médio.

Fonte: Agência Brasil; G1; UOL; CNNBrasil et al. e Foto: Yoan VALAT/POOL/AFP)