Última Chamada para Taquaritinga
A cidade pede trégua nas críticas e união de todas as forças vivas para reconstruir o futuro



Ao passar pelo centro da cidade, senti uma dor no meu peito cheio de molinhas. Cerca de 50 lojas fechadas, umas ainda com cheiro de tinta fresca, outras com portas que carregam histórias de empresários que sucumbiram. O contraste era cruel: novas construções lado a lado com o abandono, como se o futuro e o passado disputassem espaço.



A prefeitura, todos sabem, vai de mal a pior. Dívidas crescem como sombras, precatórios que parecem montanhas intransponíveis. E ali, no meio desse cenário, surge uma certeza: algo precisa ser feito, e rápido. Não há tempo para disputas, para críticas ou para deixar que o desânimo nos domine.



É hora de união, de deixar a oposição de lado, oferecer ajuda, colocar em prática um mutirão de ideias e ações. Que todos os setores da cidade – empresários, moradores, vereadores, servidores – sentem-se à mesa. Que o executivo ouça, com humildade, quem tem experiência e disposição para contribuir. Que sejamos apenas um partido – o partido Taquaritinga.


Não se trata de política ou vaidade. Trata-se de sobrevivência. Se não houver união, se continuarmos a olhar de longe enquanto a cidade se esvazia, logo teremos ruas desertas, vitrines vazias, silêncios que pesam mais que qualquer dívida.



Ainda há tempo, mas o tempo não espera. É preciso coragem para abrir a porta, para aceitar ajuda e para arregaçar as mangas. É preciso sentar, discutir, planejar, agir. Senão, quando a última luz se apagar, já será tarde demais.





















