NO KINGS!

Neste sábado (18/10), os Estados Unidos vivenciaram o maior protesto do século contra um presidente da República – denominado “No Kings” (Sem Reis), que rejeita o autoritarismo de Donald Trump.

Os atos ocorreram em cerca de 2.600 cidades, nos 50 estados, reunindo, no total, mais de 6 milhões de pessoas. Destaque para as manifestações-monstros em Nova York, Boston, Chicago, Washington, Los Angeles, São Francisco e San Diego, além de Houston, Atlanta, Honolulu, Las Vegas e outras.

“Tivemos dois séculos e meio de democracia, agora temos um aspirante a rei que quer tirá-la de nós: o Rei Donald, o Primeiro”, disse o ator Robert De Niro, um dos apoiadores das manifestações.

Muitos europeus aderiram ao movimento, com significativas marchas em Londres, Berlim, Roma, Madri, Barcelona, Bruxelas e Lisboa. Houve também protestos em Toronto, a maior cidade canadense.

Os organizadores ressaltam o “princípio pacífico” e orientam os manifestantes a evitar confrontos. Todavia, segundo analistas, a intenção de Trump e dos republicanos radicais parece ser justamente “insuflar o conflito”, para justificar uma intervenção autoritária.
O presidente já enviou soldados a Los Angeles, Washington, Chicago, Memphis, Portland e ameaça San Francisco. Alguns governadores deixaram suas Guardas Nacionais de prontidão.

PRÉ-GUERRA CIVIL

Analistas afirmam que, tecnicamente, os EUA vivem uma “pré-guerra civil”, e não descartam um enfrentamento generalizado, envolvendo populares, tropas estaduais e federais.

Cada estado norte-americano possui um verdadeiro “exército próprio” – a Guarda Nacional, equipada com aviões de combate, artilharia e milhares de soldados, que pode ser acionada pelos governadores em emergências domésticas ou manipulada pelo presidente.

Os EUA têm a maior população armada do planeta, com cerca de 390 milhões de armas de fogo nas mãos de civis. Metade das famílias possui pelo menos uma arma.

A Guerra Civil Americana (1861–1865) matou 1 milhão de pessoas. Segundo especialistas, uma revivação do conflito poderia matar dez vezes mais atualmente — e as consequências globais seriam inimagináveis.

Fotos: Axelle/Bauer-Griffin e Foto: Reuters – Com: portais A Crítica e Outras Palavras; CNN; G1; BBC e agências.