O ESPERADO ENCONTRO

Os presidentes Lula e Trump, finalmente, se encontraram, no domingo (26/10), em Kuala Lumpur, capital da Malásia, durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
A reunião teve a participação do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, dos secretários americanos de Estado, Marco Rubio, e do Tesouro, Scott Bessent, além do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer — considerada “muito positiva” pelos dois países, que esperam um acordo em “poucas semanas”.
Lula destacou a boa relação diplomática entre os países, de mais de 200 anos, e Trump não impôs nenhuma condição para a negociação das tarifas – ambos defenderam a necessidade de visitas recíprocas “no futuro”.
O presidente Lula voltou a pedir a suspensão do tarifaço e da aplicação das sanções às autoridades brasileiras; Trump instruiu sua equipe a começar o processo de negociação imediatamente.
O primeiro encontro foi marcado para a manhã da segunda-feira (27), do qual participaram o chanceler Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Rosa, e o assessor internacional do Planalto, Audo Faleiros; e, do lado americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o representante comercial, Jamieson Greer.
BOLSONARO FORA DA PAUTA
Os presidentes Lula e Trump não falaram sobre Jair Bolsonaro.
A questão do ex-presidente apareceu antes, numa entrevista a jornalistas, de forma lateral, quando Trump disse que se “sente mal pelo que Bolsonaro passou no Brasil”.
Sobre a Venezuela, Lula se prontificou a ser um “contato de comunicação” entre o país sul-americano e os EUA, buscando soluções mutuamente aceitáveis e corretas para as duas nações.
O vice-presidente Geraldo Alckmin chefiará uma delegação composta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo chanceler Mauro Vieira, para seguir nas negociações com as autoridades americanas.
(Com: G1; InfoMoney; Agência Brasil et al.)

