Polícia Civil de SP inicia protocolo unificado de atendimento em todas as Delegacias da Mulher
Delegado-Geral Artur Dian lidera projeto pioneiro para garantir acolhimento padronizado e humanizado a vítimas de violência doméstica em todo o Estado de São Paulo
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deu início, em outubro de 2025, ao desenvolvimento de um protocolo de atendimento padronizado para todas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). A iniciativa, conduzida pelo Delegado-Geral Artur José Dian, tem como objetivo garantir que as vítimas de violência doméstica e de gênero recebam o mesmo padrão de acolhimento e eficiência em qualquer região do Estado, da capital ao interior.

Durante reunião de trabalho realizada na sede da Delegacia Geral, Dian esteve acompanhado da coordenadora das DDMs, Dra. Adriana Liporoni, e da chefe de gabinete, Dra. Juliana, para definir as diretrizes do novo modelo.
“Hoje começamos as reuniões de trabalho para desenvolver o protocolo de atendimento padronizado, que será aplicado em todas as DDMs do Estado. A mulher vítima, que é nossa prioridade, terá o mesmo atendimento em Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Taquaritinga e em toda a capital paulista”, destacou o Delegado-Geral.
Atendimento humanizado e padronização
O novo protocolo busca unificar os procedimentos de acolhimento, registro e encaminhamento de vítimas, assegurando que todas recebam o mesmo cuidado e acesso às medidas protetivas, independentemente da localidade. A padronização pretende também facilitar o trabalho dos delegados e equipes especializadas, reduzindo disparidades regionais e fortalecendo o compromisso com o atendimento humanizado.
“As vítimas terão, desde o primeiro contato até a medida protetiva, um acolhimento especial, com o mesmo tipo de tratamento em qualquer lugar do Estado”, reforçou Dian.

Em Taquaritinga, referência regional

Na região, a Delegacia de Defesa da Mulher de Taquaritinga é comandada pela Delegada Dra. Célia Souza Reis, que vem desenvolvendo ações de escuta qualificada e atendimento humanizado às vítimas.
A unidade é referência no acolhimento e na articulação com a rede de proteção local — composta por serviços de saúde, assistência social e jurídica —, e deve ser uma das beneficiadas diretas com a implantação do novo protocolo estadual.
Modernização e ampliação das DDMs
A criação do protocolo soma-se a uma série de ações de modernização da Polícia Civil, que incluem a inauguração de novas salas de atendimento e a implantação do sistema de videoconferência em mais de 70 DDMs, permitindo atendimento remoto e mais ágil às vítimas, especialmente em cidades onde não há delegacia exclusiva para mulheres.

Essas medidas também atendem à Lei Federal nº 14.541/2023, que estabelece atendimento ininterrupto (24 horas) nas Delegacias da Mulher em todo o país.
Embora as DDMs paulistas ainda não operem em regime 24h, o atendimento emergencial é garantido por meio de videoconferência ou encaminhamento imediato a outras unidades, conforme determina a legislação.
Além disso, as ações estão alinhadas ao Código Paulista de Defesa da Mulher (Lei Estadual nº 17.431/21), que consolidou as normas estaduais de proteção às mulheres em um único instrumento jurídico.
Sobre o Delegado-Geral Artur Dian
Com 48 anos, Artur José Dian ingressou na Polícia Civil de São Paulo em 1993, como investigador. Posteriormente, como Delegado, construiu uma carreira marcada por grandes operações e experiência tática. Atuou por 12 anos na Divisão Antissequestro, foi Delegado Supervisor do GARRA e do GER, e chefiou o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), além de comandar a Divisão de Operações Especiais (DOE). Artur Dian tem familiares no distrito de Jurupema.
Reconhecido por sua atuação técnica e liderança operacional, Dian agora volta seu foco à reorganização administrativa e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres, reforçando a imagem da Polícia Civil como instituição moderna e sensível às demandas sociais.

Compromisso com a proteção e igualdade
O protocolo em construção representa um marco na padronização do atendimento às mulheres vítimas de violência em São Paulo.
Com a coordenação técnica de Dra. Adriana Liporoni e Dra. Juliana Pereira Ribeiro Godoy Rodrigues, chefe de gabinete da Delegacia Geral, a Polícia Civil dá um passo decisivo para que cada mulher, em qualquer cidade paulista, encontre acolhimento, segurança e justiça no mesmo padrão de excelência.
“Esse trabalho trará benefícios muito grandes, tanto para nossas delegadas e delegados que atuam nas DDMs, quanto para as vítimas que buscam o amparo do Estado”, concluiu Dian.

