Geração Z desafia o modelo tradicional de trabalho e provoca mudanças no comércio
Mais conectados e exigentes com qualidade de vida, jovens rejeitam jornadas rígidas e forçam empresas a repensar formatos como o regime 6×1
Os supermercados brasileiros têm enfrentado um novo tipo de desafio — e ele não está nas prateleiras. Cada vez mais, os empresários relatam dificuldades em contratar jovens da chamada Geração Z (nascidos entre o fim dos anos 1990 e início dos 2010) para trabalhar em regime 6×1, modelo que prevê seis dias de trabalho e apenas um de folga.

O motivo vai além da simples resistência ao trabalho duro: essa geração valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, busca propósito nas atividades e prefere empregos com mais flexibilidade e reconhecimento. Para muitos deles, acordar e dormir todos os dias no mesmo horário, sob forte hierarquia e com pouca autonomia, soa como algo ultrapassado.
De acordo com o Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), os baixos salários e os benefícios limitados são fatores que agravam essa insatisfação. Mas há também uma questão de mentalidade. Diferentemente das gerações anteriores, que priorizavam estabilidade e carreira longa na mesma empresa, os jovens atuais buscam experiências diversificadas e ambientes que estimulem criatividade e aprendizado constante.
A Geração Z cresceu em meio à tecnologia, à conectividade e ao acesso rápido à informação. Por isso, tende a questionar regras e estruturas hierárquicas rígidas, preferindo locais de trabalho colaborativos e com propósito claro. Essa postura tem levado empresas, especialmente do varejo e serviços, a repensarem seus modelos.

Para se adaptar, redes supermercadistas têm testado novos formatos de jornada, benefícios personalizados e programas de engajamento voltados ao bem-estar e à participação dos funcionários nas decisões.
Especialistas apontam que compreender essas mudanças é essencial para garantir a sustentabilidade das empresas no futuro. Afinal, como lembra um ditado corporativo cada vez mais real: “Quem não entende a nova geração, perde o talento antes mesmo da entrevista.”
Fonte: Cidades Online – fotos – internet e Folha Uol

