RÚSSIA, CHINA, EUA

Dias depois de anunciar o teste bem-sucedido do míssil Burevestnik (Skyfall), único no mundo, movido a propulsão nuclear, com alcance ilimitado, armado de ogiva atômica tática e impossível de ser interceptado, o presidente Vladimir Putin anunciou o teste bem-sucedido do megadrone submarino Poseidon, movido a energia nuclear, armado com bomba atômica, também único no mundo e igualmente impossível de ser interceptado.
São as “super-armas” do renovado arsenal nuclear que Moscou disse ter testado: Burevestnik; Poseidon; Avangard (veículo planador hipersônico); Zircon (míssil hipersônico antinavio); Kinzhal (míssil balístico hipersônico lançado do ar); Satã-2 (míssil balístico intercontinental) e o Oreshnik (míssil hipersônico de alcance intermediário), “testado” em operações reais na Ucrânia.
CHINA
Em setembro, no desfile da vitória na 2.ª Guerra, a China apresentou uma gama de armamentos de última geração, tanques, artilharia, viaturas robóticas, drones, armas a laser e de guerra eletrônica, aviões de 5.ª geração e navios stealths (invisíveis ao radar), submarinos não-tripulados, mísseis nucleares hipersônicos, e anunciou para 2026 a aeronave Jiu Tian (“Nove Céus”), um superdrone capaz de lançar um enxame de 100 drones menores, levar toneladas de munições e contornar defesas aéreas.
EUA
Pouco depois do anúncio de Putin, e pouco antes de se encontrar com Xi Jinping, o presidente Trump ordenou ao Departamento da Guerra dos EUA que retomasse exercícios com armas nucleares, para se manter em “pé de igualdade” com Rússia e China.
TESTES NUCLEARES
Trump não deixou claro se estaria se referindo a testes de explosão ou de sistemas de armas, mas o secretário de Energia, Chris Wright, descartou, por ora, explosões nucleares, e que testarão “partes das armas para garantir que estejam funcionando”.
A Rússia pós-soviética nunca realizou teste nuclear (a União Soviética fez seu último teste em 1990); o Reino Unido em 1991; os EUA em 1992; China e França em 1996, quando assinaram o Tratado de Interdição de Testes Nucleares. Índia e Paquistão fizeram os últimos em 1998, a Coreia do Norte em 2017 e Israel nunca realizou nenhum teste – estes quatro não são signatários de tratados antinucleares. Putin afirmou que se algum país fizer teste, a Rússia também fará.
As três superpotências, EUA, Rússia e China, estão se equivalendo no poderio bélico – o que pode ser uma ameaça ou uma garantia à paz mundial, nos moldes da doutrina da Destruição Mútua Assegurada, o chamado Equilíbrio do Terror: o uso total das armas nucleares levaria à aniquilação de todos.
(Com: CNN; Observador; Bloomberg; ChinaDaily; SputnikBrasil e agências).

