E se fechar um lado da avenida nas noites de sexta e sábado?
Exigências e restrições não podem calar o coração gastronômico da cidade

No início da semana, a prefeitura entrou em cena com uma lista de exigências que soaram mais como freio do que como orientação. Para os comerciantes, o recado foi claro: algumas restrições podem colocar em risco o faturamento das empresas.
A Av. Paulo Scandar já não é apenas uma via de passagem. Tornou-se um verdadeiro Centro Gastronômico, durante os finais de semana e à noite, ponto certo para quem busca lazer, bares, restaurantes e música ao vivo. É ali que a cidade se encontra depois do pôr do sol – onde empregos são gerados.



Por isso, surge uma ideia: e se fechar um lado da avenida nas noites de sexta e sábados? Não como imposição, mas como alternativa. Fechar o sentido bairro–centro parece razoável. Quem sai de casa geralmente está disposto a parar, consumir, participar. Já quem retorna pelo sentido contrário quer apenas chegar logo. Para isso, existe a rua paralela — ainda que ela clame por recapeamento, quase intransitável como está.
O que não se pode aceitar é que decisões, ou até mesmo a lei, impeçam o crescimento das empresas, reduzam eventos, cortem empregos e forcem o cancelamento daquilo que dá vida à avenida. Segurança e espaço são essenciais, sim, mas com bom senso.
Cabe ao poder público estudar, dialogar e encontrar soluções que permitam aos comerciantes não apenas sobreviver, mas vender mais, empregar mais e manter a cidade pulsando.
Quem sabe um Projeto Piloto, fechando apenas determinado trecho?

