USO DE CELULAR AO VOLANTE TERÁ TOLERÂNCIA ZERO A PARTIR DE 2026

Infração será equiparada à EMBRIAGUEZ AO VOLANTE e pode se tornar CRIME DE TRÂNSITO

O uso de telefone celular ao volante no Brasil passará por uma mudança histórica a partir de 2026. A nova abordagem adotará o princípio da TOLERÂNCIA ZERO, considerando infração grave qualquer ato de segurar ou manusear o aparelho, mesmo com o veículo parado no semáforo. A conduta será equiparada a dirigir sob efeito de álcool, refletindo o entendimento de que ambas representam riscos semelhantes à segurança viária.

A alteração tem como foco a redução de acidentes, já que estudos apontam que o uso do celular pode aumentar em até 400% o risco de colisões. Segundo especialistas, a distração ao volante é hoje um dos principais fatores de mortes no trânsito brasileiro.

Atualmente, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), manusear ou digitar no celular é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH. Já conversar utilizando viva-voz ou fone configura infração média. Mesmo assim, os números seguem elevados: cerca de 30 autuações por hora são registradas no país, e somente em 2021, mais de 246 mil motoristas foram multados, com São Paulo liderando o ranking.

Além do endurecimento administrativo, avança na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4141/24, que propõe a criminalização da conduta. Se aprovado, o texto criará o artigo 311-A do CTB, prevendo pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, com agravantes em casos de homicídio culposo no trânsito.

Dados técnicos reforçam a gravidade do problema. Digitar uma mensagem a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por até 100 metros, e mesmo após uma ligação, o motorista pode levar até 3 segundos para recuperar totalmente a atenção — tempo suficiente para um acidente acontecer.

O recado das autoridades é claro: CELULAR E VOLANTE NÃO COMBINAM. A partir de 2026, a fiscalização será mais rigorosa e a tolerância, zero.

Fonte e fotos: Instagram; Google; Use Cadeirinha; O Globo