Secretário da Saúde nega vigência de contrato milionário citado no Portal da Transparência
Após publicação do Jornal Opinião, caso é esclarecido no Microfone Aberto

A publicação de uma matéria do Jornal Opinião a respeito de um contrato milionário, superior a R$ 4 milhões, entre a Prefeitura e uma empresa de saúde sediada em Cotia (SP) repercutiu na programação da Rádio Massa. O tema foi debatido no programa Microfone Aberto, apresentado pelo âncora Auro Ferreira, que entrevistou o secretário municipal de Saúde, Denis Machado, para esclarecer as informações divulgadas no Portal da Transparência.
“Contrato não existe e não gerou pagamentos”, afirma secretário

Durante a entrevista, Denis Machado afirmou que, apesar de o contrato constar no sistema oficial de transparência, ele nunca entrou em vigor e não houve qualquer pagamento por parte do município. “Esse é um contrato que não foi vigente. Nunca foi feito nenhum pagamento para essa empresa. É um contrato que não existe”, afirmou o secretário ao vivo no programa. Segundo ele, o documento representava apenas um esboço de projeto, que acabou não sendo executado diante da situação financeira do município.
Proposta previa insumos, exames e treinamentos
De acordo com o secretário, o contrato previa uma ampla gama de serviços, incluindo fornecimento de insumos, supervisão laboratorial, campanhas mensais de saúde, treinamentos, exames laboratoriais e suporte técnico. “Era um contrato que abrangia muita coisa voltada para a saúde, mas, devido à situação do município, não foi colocado em prática”, explicou. Ele reforçou que a Secretaria de Saúde tem atuado dentro das limitações orçamentárias, priorizando ações possíveis com os recursos disponíveis.
Publicação no Portal da Transparência gera questionamentos

Questionado sobre o motivo de o contrato ter sido publicado no Portal da Transparência, mesmo sem vigência, Denis Machado disse não saber quem inseriu a informação, mas reiterou que nenhum recurso público foi gasto.
“Não sei quem acabou colocando isso no Portal da Transparência, mas é um contrato que não foi pago nada e não está vigente”, declarou. Segundo o secretário, o caso está sendo tratado internamente, com diálogo entre os setores de Licitação, Fazenda e Gabinete, para garantir esclarecimento à população.

