Encontro que vira memória: Auro Ferreira entrevista Hamilton Aiello e resgata a história viva de Taquaritinga
Uma conversa que começou com uma taça antiga e terminou como um mergulho profundo em lembranças, valores e identidade cultural

Uma tarde de sábado destinada a ficar na memória. O encontro entre o jornalista Auro Ferreira e o advogado e jornalista Dr. Hamilton Roberto Aiello, diretor do Jornal Cidade de Taquaritinga, começou como uma entrevista e logo se transformou em uma verdadeira aula de vida.

O ponto de partida foi simples: falar sobre uma taça do Carnaval de 1941, encontrada em um local de reciclagem. Um objeto esquecido pelo tempo, mas carregado de história. Entre cafés e lembranças, a conversa ganhou profundidade, emoção e alma. Hamilton passou a revelar não apenas fatos, mas memórias vivas de uma Taquaritinga que muitos não conheceram — e que poucos sabem narrar como ele.

Prestes a completar 90 anos em setembro, Hamilton carrega nove décadas de experiências, histórias e amor pela cidade de Taquaritinga. Durante a conversa, juntou-se a ele a esposa, Neda Horta de Lima Aiello, 84 anos, atleta premiada com mais de 20 medalhas na natação, além de dançarina marcada por leveza e elegância. De pé, atenta, acompanhava relatos que conhece bem, mas que seguem emocionando — parceira de vida, memória e caminhada.

Naquela tarde, emergiram fatos marcantes da história local. Histórias que não estão apenas nos livros, mas na voz de quem viveu cada capítulo. Com orgulho visível, Hamilton falou da família: seis filhos, hoje dez netos, herdeiros de um legado construído com valores, afeto e história.

Na próxima segunda-feira (26), essa memória ganhará voz no programa Giro Massa, dentro do Massa Folia 2026. A entrevista reunirá Ademir Duarte, responsável por encontrar a taça do Carnaval de 1941, e Hamilton Aiello, que curiosamente já havia citado o mesmo objeto em seu livro mais recente sobre o Carnaval de Taquaritinga — antes mesmo do surgimento do Trio Elétrico Batatão e da tradicional Jardineira da Tarde.
Não foi apenas uma entrevista. Foi um encontro com o passado, um resgate da identidade cultural e a prova de que a história da cidade segue viva enquanto houver quem a conte — com memória, emoção e coração.

