A HORA DA VERDADE?
Trump enviou uma “grande força” da Marinha para as proximidades do Irã, que inclui o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Em dezembro passado, os serviços secretos dos EUA (CIA), Reino Unido (MI-6) e Israel (Mossad) deflagraram ações típicas de “guerra híbrida” (ataques cibernéticos a órgãos públicos, propagação de fake news, ataque à economia etc.) contra o Irã, com apoio de opositores internos, como o grupo Mujahidin do Povo Iraniano, que já foi descrito como “terrorista” pelos próprios EUA, que geraram gigantescos protestos. A intenção era derrubar o “regime dos aiatolás” e impor na presidência o “príncipe herdeiro” Reza Pahlevi, filho do falecido ditador pró-Ocidente, Xá Reza Pahlevi, ou enfraquecer o governo antes de um ataque militar.
Porém, as forças de segurança iranianas conseguiram debelar as ações, com prisão de milhares de opositores e execução de líderes, e multidões saíram às ruas em defesa do Estado Iraniano (incluindo muitos contrários ao governo). Trump recuou, afirmando que Teerã havia “suspendido as execuções de manifestantes”; a tensão segue elevada, o comandante da Guarda Revolucionária, general Pakpour, alertou aos “erros de cálculo” dos EUA e disse que seu exército está “com o dedo no gatilho”.

Entre abril de 2024 e junho de 2025, Irã e Israel trocaram ataques, que culminou na Guerra dos 12 Dias, quando Trump saiu em defesa de Israel, que estava iminência de ser destruído, com os ataques a instalações nucleares do Irã, através de bombardeiros B-2. Naquela oportunidade, o Irã revidou com mísseis contra a Base de Al Udeid, a mais importante dos EUA no Oriente Médio – dias depois, Trump anunciou o fim da Guerra.
Desde então, iranianos e israelenses se reequiparam. Israel possui a mais poderosa força da região, com aviões F-35, F-16 e F-15, de fabricação americana, os sofisticados sistemas antimísseis Domo de Ferro e Estilingue de Davi, e um arsenal de 300 bombas nucleares; o lrã tem mais de 3.000 mísseis (incluindo hipersônicos), inestimável quantidade de drones e adquiriu tecnologia para “furar” as defesas antiaéreas israelitas, aparentemente com ajuda de Rússia e China.

Caso ocorra um ataque massivo ao Irã, muitos temem pelo pior. Teerã deu sinais de que entende que estaria em “risco existencial” e anunciou que o contra-ataque incluiria Israel, Catar, Jordânia e Arábia Saudita. Da mesma forma, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu poderá concluir que Israel também estaria sob “risco existencial” e reagir com bombas nucleares – em 24 horas, estima-se que 3 milhões de iranianos seriam mortos.
Não é nenhum devaneio, pois há o precedente da Guerra de Yon Kippur (1973), quando Egito e Síria invadiram Israel e levaram suas tropas aos arredores de Tel Aviv – encurralada, a então primeira-ministra Golda Mayer armou seus aviões com bombas atômicas e os colocou no ar, forçando os inimigos a recuar.
Que Alá, Joshua, Jesus nos proteja!
(Com: G1; BBC; DW; DCM; ABCNews e agências).

