Filme de Gero Corrêa sobre o carnaval de rua de Taquaritinga é lançado nesta quinta

Exibição de “Raízes da Folia” será dia 29/01, às 20h, no Centro Cultural São Pedro

O carnaval de rua de Taquaritinga, uma das manifestações culturais mais autênticas do interior paulista, ganha agora registro definitivo nas telas do cinema. O documentário “Raízes da Folia – Memórias e relatos do carnaval de rua de Taquaritinga”, dirigido por Gero Corrêa, estreia no dia 29 de janeiro, às 20h, no Centro Cultural São Pedro, com entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o filme é uma realização da IMOV Produtora Audiovisual e propõe um mergulho sensível na memória coletiva do carnaval taquaritinguense, valorizando personagens, sons, imagens e sentimentos que atravessam gerações.

Mais do que registrar uma festa popular, o documentário busca traduzir o que o carnaval representa para a identidade da cidade. Em depoimentos que costuram a narrativa, moradores e foliões descrevem a experiência como um chamado quase ancestral. “Existem momentos em que o relógio de Taquaritinga para, mas o coração da cidade acelera”, afirma um dos participantes, ao definir o início da folia como um fenômeno que se sente no corpo antes mesmo de se explicar em palavras.

Elementos tradicionais como o Batatão e a Jardineira ganham destaque como símbolos centrais dessa história viva. Para outro depoente, eles representam a raiz e o rastro de uma celebração que se renova ano após ano: “Juntos, escrevem a cada carnaval um capítulo mais bonito da nossa história”.

Com direção sensível e olhar afetivo, Gero Corrêa constrói uma homenagem ao espírito coletivo do carnaval de rua — um movimento que, segundo o filme, nunca termina, pois segue pulsando na memória, na música e na ocupação das ruas. “Raízes da Folia” é, acima de tudo, um retrato do orgulho cultural de um povo que reconhece na tradição um caminho de pertencimento e alegria.

O lançamento reforça a importância das políticas públicas de fomento à cultura, como a Lei Aldir Blanc, ao possibilitar que histórias locais ganhem visibilidade, preservação e alcance comunitário. Para Taquaritinga, o filme se apresenta não apenas como uma obra audiovisual, mas como um ato de valorização da própria identidade cultural.