Proibição imediata de música ao vivo no Quintal do Villa’s provoca debate no Canal Um é Notícias
Empresária critica a medida e pede prazo razoável para regularização: “O que pedimos é tempo para nos organizar e continuar gerando empregos”

Durante entrevista à Rádio Canal Um FM, comerciante pede prazo para adaptação às exigências do Corpo de Bombeiros e recebe apoio do âncora Edson Cândido, que faz duro desabafo sobre a economia local.
A proibição imediata de música ao vivo em um bar de Taquaritinga foi tema de debate no programa Canal Um é Notícias, da Rádio Canal Um FM, após a participação de uma empresária do setor gastronômico que contestou a forma como a medida vem sendo aplicada pelo poder público.


Proprietária do Quintal do Villa’s, ao lado do sócio e marido, Givaldo Gomes da Cruz, Lais Suith da Cruz relatou que recebeu notificação determinando o fim imediato das apresentações musicais no estabelecimento. Segundo a prefeitura, a exigência está relacionada à necessidade de adequação ao AVCB – alvará do Corpo de Bombeiros.
O ponto central da reclamação, no entanto, não é o cumprimento da lei. A empresária afirmou ao jornalista Edson Cândido que concorda com as regras, mas considera injusta a interrupção abrupta das atividades sem que seja concedido tempo hábil para regularização. O bar já iniciou os trâmites técnicos, incluindo a contratação de engenheiro e a abertura do processo junto aos Bombeiros, mas o procedimento demanda prazos administrativos.
Segundo Lais, a paralisação imediata gera impactos diretos: compromete uma agenda já firmada com músicos e cantores, muitos deles da própria cidade — e ameaça a renda de funcionários e trabalhadores freelancers que dependem dos eventos noturnos. “Não se faz milagre em uma semana”, resumiu durante a entrevista.

Ao longo do programa, Edson Cândido fez um desabafo contundente sobre o momento econômico do município de Taquaritinga, citando o fechamento de comércios, a redução de empregos e a sensação de falta de diálogo entre administração e comerciantes. Para o âncora, exigir adequações sem transição pode agravar ainda mais a crise local.
Em um dos momentos do programa, Cândido também relembrou intervenções urbanas do passado e reconheceu que o canteiro central implantado pelo ex-prefeito Paulo Delgado na principal avenida da cidade “foi uma grande sacada, eu estava errado”, justamente por favorecer a convivência e a atividade gastronômica.

A empresária reforçou que não se opõe à fiscalização, mas defende bom senso e diálogo, com concessão de prazos razoáveis para que os estabelecimentos possam se adequar sem prejuízos irreversíveis. “O que pedimos é tempo para nos organizar e continuar gerando empregos”, afirmou.

