A cidade e o povo estão acima da gestão
Uma cidade que pede socorro às vésperas do carnaval

A cidade acorda todos os dias um pouco mais cansada. Não é fofoca, não é exagero. É realidade. Os buracos se espalham pelas ruas, o mato cresce onde deveria haver cuidado, e o abandono se torna parte da paisagem.
A uma semana do carnaval, a contradição salta aos olhos. Somos Município de Interesse Turístico, título recente, mas o cenário não acompanha a honraria. Como receber turistas em ruas esburacadas, com canteiros que tiram a visão dos motoristas e até a Delegacia de Polícia quase engolida pelo mato?
A frase ecoa como símbolo do descaso: “o povo já conhece os buracos, é só desviar”, disse o prefeito em determinado momento, numa fala infeliz. Mas os buracos aumentam, mudam de lugar, surgem novos. Não se desviam responsabilidades com a mesma facilidade.
Nos bastidores, o silêncio incomoda. Falta diálogo do prefeito até dentro do próprio partido. A bancada demonstra descontentamento, enquanto a cidade segue à deriva. A conversa que se escuta é de que o prefeito não ouve ninguém, não aceita ajuda.
Algo precisa acontecer. Porque a cidade não é gestão, é lar. E o povo está acima de qualquer administração.

