Pediatra de Taquaritinga faz alerta sobre casos de MPOX
Segundo Lívia Franco a doença é contagiosa, exige atenção aos sintomas e cuidados simples, especialmente com crianças

A pediatra Dra. Lívia Franco fez um alerta importante sobre a MPOX, doença contagiosa que teve dois casos confirmados em Taquaritinga (SP), sua cidade natal, no ano passado. Em publicações recentes nas redes sociais, a médica ressaltou que, apesar de a notícia causar apreensão, não há motivo para pânico, e a informação correta é a principal aliada das famílias.

Natural de Taquaritinga, Dra. Lívia Franco Issa é filha de Gersinho e Cristina Franco e sobrinha do saudoso Guilherme Franco, figura muito conhecida no município. Atualmente, ela reside em Indaiatuba (SP) e possui uma trajetória sólida na área da saúde: é graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense, pediatra pelo SUS-SPnaFundação Leonor de Barros Camargo, possui MBA em Gestão em Saúde pela USP e atualmente cursa Endocrinologia Pediátrica na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo a médica, a MPOX — também conhecida como varíola dos macacos — é uma doença conhecida há décadas, especialmente em regiões da África, e não apresenta o mesmo comportamento de disseminação da Covid-19. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou por gotículas respiratórias em contato muito próximo.
O que é a MPOX?
A MPOX é causada por um vírus da mesma família da varíola humana. Ela pode ser transmitida de animais silvestres para humanos e também de pessoa para pessoa, principalmente pelo contato pele a pele com lesões.

Principais sintomas:
- Febre
- Dor de cabeça
- Cansaço
- Ínguas aumentadas
- Erupções cutâneas, que são o principal sinal de alerta
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, a partir da coleta de material das lesões. Todo caso suspeito deve ser notificado, permitindo o acompanhamento pelas autoridades de saúde.
Como proteger nossas crianças e famílias?
- Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas
- Ensinar e reforçar a lavagem frequente das mãos
- Manter brinquedos e superfícies limpos
- Observar atentamente qualquer alteração na pele

Atualmente, existe vacina, mas ela ainda é limitada e destinada aos grupos de maior risco. Não há tratamento específico, e a maioria dos casos evolui de forma leve, especialmente quando há acesso adequado aos serviços de saúde.

“Ficamos atentos, mas sem pânico. Se a criança apresentar sintomas, é fundamental procurar atendimento médico”, reforça a pediatra. “A informação correta nos permite proteger nossas crianças e manter nossa comunidade segura.”
A orientação da especialista é clara: observar, prevenir e agir rapidamente, sempre com responsabilidade e sem alarmismo.
Fotos: ampox.com.br; newsskay.com;brfreepik

