Vereadora denuncia condições precárias de ônibus escolares em Taquaritinga

Meire Mazzini questiona contrato emergencial firmado pela Prefeitura e cobra transparência e segurança para os alunos

A vereadora Meire Mazzini (PL) apresentou denúncia pública, através de suas redes sociais, sobre o estado de conservação dos ônibus escolares contratados de forma emergencial pela Prefeitura de Taquaritinga para o transporte de alunos da rede municipal de ensino. Segundo a parlamentar, a situação deste ano “supera as reclamações recorrentes registradas em anos anteriores”, levantando sérias preocupações quanto à segurança das crianças.

De acordo com Meire Mazzini, ela esteve recentemente na garagem da empresa responsável pelo serviço, onde conversou com uma representante identificada como Aline, que respondia pela empresa naquele momento. A vereadora relatou que alguns veículos apresentados estariam em condições precárias e que motoristas realizavam testes no local. Ainda segundo a parlamentar, a estrutura administrativa da empresa chamou atenção pela ausência de itens básicos, como salas adequadas e sanitários.

Questionamentos sobre contrato emergencial

Outro ponto levantado pela vereadora diz respeito à forma de contratação. Segundo ela, o contrato emergencial teria sido firmado diretamente pela Prefeitura, sem o conhecimento prévio dos vereadores. “O prefeito tem autonomia para tomar decisões, mas tudo estaria sendo feito de forma apressada e sem a devida transparência”, afirmou.

A parlamentar relatou ainda ter recebido, de maneira informal, a informação de um secretário adjunto do gabinete de que 11 empresas teriam sido convidadas para participar da licitação, mas nenhuma teria aceitado. “Queremos saber como se chegou a essa empresa específica e se todo o processo ocorreu dentro da legalidade”, declarou.

Segurança e transparência como prioridades

Para Meire Mazzini, a principal preocupação no momento é a segurança dos alunos que utilizam o transporte escolar diariamente. Em segundo plano, segundo ela, estão os aspectos financeiros, como valores de contratos, aplicação de multas e a regularidade das empresas envolvidas. A vereadora também afirmou ter informações de que alguns dos ônibus apresentados seriam veículos locados, e não de propriedade da empresa contratada.

Ao final da manifestação, a parlamentar defendeu a união de esforços entre vereadores, autoridades, população, Ministério Público e demais instituições para acompanhar o caso. “Não podemos permitir que a cidade funcione sem organização e sem respeito à lei. É uma situação preocupante que precisa ser apurada com responsabilidade e transparência”, concluiu.