SEM PRECEDENTE
O ataque dos EUA ao Irã é tido como iminente, Washington estabeleceu uma força militar sem precedente na região, a maior desde o Vietnã.


Dezenas de destróieres (navios com forte poder), navios de combate litorâneo e dois porta-aviões nucleares: o Abraham Lincoln, e o Gerald Ford, maior porta-aviões do mundo, equipados com mísseis Tomahawk. A frota inclui 120 aviões, entre controle, reabastecimento, caças furtivos (“invisível ao radar”) de ataque F-35, de superioridade aérea F-15 e F-16, e de guerra eletrônica F-18 (da marinha) – supersônicos e armados até os dentes. Cogita-se o superbombardeiro B-2 Spirit e até o exclusivo caça de 5.ª geração F-22 Raptor.
O Irã estaria se preparando para o pior desde a Guerra dos 12 dias (junho/2025), reparou as principais bases de lançamento de mísseis, Imam Ali (região central), Tabriz (noroeste), e o Centro Espacial de Shahroud (norte), e recompôs seu arsenal de 3 mil mísseis e inestimável número de drones. A marinha realizou exercícios no Golfo Pérsico, com um destróier, corvetas, fragatas e as temidas “lanchas fantasmas”, que podem atacar, submergir, e voltar à superfície, uma novidade na tecnologia militar naval.
RÚSSIA, CHINA E IRÃ


Especula-se que os três países firmaram aliança estratégica; o Irã teria “oferecido” às superpotências a oportunidade de “testarem”, numa guerra real, seus modernos equipamentos: o sistema de defesa aérea russo S-550 e os radares antifurtivos chineses JY-27A e HQ-9B, desenvolvidos para detectar os “caças invisíveis” F-35 e F-22.

O fato de a força dos EUA incluir aviões de reabastecimento indica que estão preparando um conflito de longa duração; por outro lado, a não mobilização de tropas (soldados) aponta que a intenção é castigar o país com bombardeios e fomentar uma crise para derrubar o governo.
O Irã tem 1,6 milhão km² (maior que o estado do Amazonas) e 90 milhões de habitantes, é consenso qus não pode ser destruído por ataques aéreos, seria preciso uma invasão por terra, que demandaria 500 mil soldados, muitos tanques e artilharia. Suas fronteiras são envoltas pelas cordilheiras Zagros e Alborz, duas “barreiras naturais” a dificultar uma invasão – Trump não estaria disposto a entrar nessa fria.
Israel é pequeno, 22 mil km² (do tamanho de Sergipe), e pode ser levado ao colapso por ataques combinados de drones/mísseis, sem necessidade de invasão. Na hipótese de se ver em risco existencial, o primeiro-ministro Netanyahu poderá sucumbir à tentação de usar seu arsenal atômico.
Daí, o imponderável: há informações de que o Paquistão teria “comunicado aos EUA” que, caso ocorra um ataque nuclear ao Irã, as forças paquistanesas responderiam com um ataque nuclear a Israel; e o líder da outra potência nuclear Coreia do Norte, Kim Jong-un, já declarou que “Teerã não está sozinho”.
O mundo segue em alerta.
(Com: Pepe Escobar; Joza Novalis;
CNN; Al Jazeera e agências).

