URGENTE!
AIATOLÁ KHAMENEI ESTÁ MORTO – E AGORA?
O Mossad é especialista em ações de “decapitação” de lideranças inimigas, que mataram Hassan Nasrallah (líder do Hezbollah), Yahya Sinwar (Hamas), Mohamed al-Ghamari (Houthis), e ajudou os EUA a assassinar o general iraniano Qassem Soleimani, em 2020.
O assassinato de Ali Khamenei pode ter sido um erro, como veremos.
Nos anos 1950, no governo do primeiro-ministro Mossadegh, o Irã iniciou seu programa nuclear, interrompido no golpe de Estado, apoiado pelos EUA, que impuseram o ditador Reza Pahlevi, submisso aos americanos, que aderiu ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Pahlevi foi deposto em 1979; o novo líder, aiatolá Khomeini, barrou o desenvolvimento de armas nucleares, que “violaria as leis islâmicas”, mas o programa avançou.
Em 2005, o aiatolá Khamenei emitiu uma FATWA (decisão religiosa) proibindo a produção de armas nucleares, limitando o programa a fins pacíficos. Mesmo assim, o Irã continuou alvo de sanções dos EUA e Europa. Em 2010, o presidente Lula, o primeiro-ministro turco Erdogan, e o presidente do Irã Ahmadinejad, apresentaram um acordo, que envolvia Rússia e França, nos termos da Agência de Energia Atômica da ONU. Por pressão de Israel, EUA e Europa boicotaram o tratado e impuseram novas sanções econômicas.
Em 2015, o grupo “P5+1” (os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, EUA, Rússia, China, Reino Unido e França, mais a Alemanha), liderado por Obama, firmaram novo acordo com o Irã, em troca do fim das sanções; em 2018, Trump abandonou o acordo e retomou as sanções. Em retaliação, o Irã retomou as atividades nucleares; inspetores da ONU relataram que o país havia enriquecido quantidades de urânio a níveis “quase de grau de armas nucleares”; o Irã insistiu que o programa era pacífico.
Em 2024, após ataques israelenses, a opção da bomba nuclear, como ferramenta de sobrevivência, ganhou força no Irã; agências israelenses afirmam que o país possui plataforma de lançamento de mísseis e quantidade de urânio enriquecido suficiente para produzir a bomba.
No início de 2025, Trump fez um memorando “proibindo” o Irã de ter armas nucleares, e pressionou por um novo acordo; Khamenei concordou, as negociações se iniciaram no Catar, até que, em junho, em meio às conversas, EUA e Israel atacaram instalações nucleares iranianas. Khamenei manteve-se fiel à decisão de NÃO construir uma bomba nuclear.
Agora, fevereiro de 2026, enquanto diplomatas americanos e iranianos, sob mediação do chanceler de Omã, discutiam um acordo, na Suíça, Trump, obediente a Netanyahu, determina o ataque que matou Khamenei.
Com o líder supremo do Irã morre, também, a “fatwa” que proibia a obtenção de uma arma nuclear.
Por: Luisinho Bassoli – advogado, professor e jornalista

