CRUZADA JUDAICA-AMERICANA?

Em artigo anterior, abordamos que EUA/Israel poderiam desencadear uma Jihad (Guerra Santa) na resistência iraniana.
Pois bem. O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, é um fundamentalista evangélico, que nomeou a pastora Paula White, fanática belicista, para gerir o “Escritório de Fé da Casa Branca”, órgão sionista-cristã que defende a ação no Irã como forma de provocar o “Armagedom” e abrir caminho à “Segunda Vinda de Cristo” – não seria uma guerra laica para mudar o regime iraniano e sim uma espécie de Nova Cruzada, baseada num “plano divino”: comandantes do Pentágono estariam invocando os soldados a travarem uma Guerra Santa ao Islã.

Isso aponta à tragédia ao colocar em perigo a Mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém, terceiro local mais sagrado do Islã, edificada onde era o antigo templo judaico do Rei Salomão, que abriga a “Pedra Fundamental” da criação do mundo. A destruição da Mesquita levaria todos os muçulmanos – xiitas, sunitas, sufistas – à guerra contra o Ocidente.
O primeiro-ministro Netanyahu não é judeu “praticante”, mas manipula os americanos para ajudar a causar uma guerra civil no Irã, aos moldes do que fizeram no Iraque e Síria, e avançar no projeto do “Grande Israel”, tomando Gaza, Cisjordânia, partes da Jordânia, Líbano e Síria. Para isso, seria necessário uma invasão, por terra, ao território iraniano, com envolvimento de tropas intermediárias, a começar pelos curdos sírios. Acontece que os curdos são inimigos da Turquia, potência militar da região, que até agora se mantém neutra.
Some-se que a desintegração do Irã não interessa à China nem à Rússia, que já colaboram na defesa dos iranianos.
Tempos sombrios.

