Taquaritinguense desenvolve tecnologia que reduz em até 99,6% crescimento de tumores em testes experimentais
Pesquisador, filho de Manoel Utrera, de Vila Negri, desenvolveu na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul tecnologia com nanopartículas que pode tornar o tratamento do câncer mais eficaz e menos agressivo


Uma pesquisa científica com raízes em Taquaritinga tem chamado a atenção da comunidade acadêmica e pode representar um avanço significativo no combate ao câncer. O estudo, desenvolvido na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), é resultado de uma tese de doutorado em Química iniciada em 2014 pelo taquaritinguense Marco Antônio Utrera Martines, filho de Manoel Utrera, tradicional morador do distrito de Vila Negri.
Os resultados são promissores: em testes experimentais — ainda em fase pré-clínica — foi registrada uma redução de até 99,6% no crescimento de tumores, além de mais de 90% de diminuição no peso tumoral.
Nanotecnologia como aliada no tratamento

A inovação está no uso de nanopartículas de sílica — estruturas milhares de vezes mais finas que um fio de cabelo — que atuam como “veículos inteligentes”. Essas partículas são capazes de transportar medicamentos diretamente até as células cancerígenas, aumentando a eficácia da quimioterapia e reduzindo os danos às células saudáveis.


Essa abordagem torna o tratamento mais preciso e menos agressivo ao organismo, um dos principais desafios enfrentados pelas terapias oncológicas tradicionais.
Reconhecimento acadêmico e potencial prático

O professor orientador da tese, Marco Antônio Utrera Martines, destacou a relevância dos resultados e o potencial da tecnologia para transformar estratégias terapêuticas contra o câncer.
A pesquisa já resultou em pedidos de patente, o que abre caminho para sua futura aplicação prática. Além disso, há perspectiva de transferência tecnológica tanto para o setor produtivo quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a tratamentos mais eficazes.
Apoio institucional e próximos passos
O estudo contou com apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), reforçando a importância do investimento público em ciência e inovação.
A pesquisa coloca Taquaritinga no mapa de importantes contribuições científicas e reforça o orgulho local, ao destacar a trajetória de um pesquisador com origem familiar no município. Se confirmados em fases futuras, os resultados podem representar uma mudança significativa na forma como o câncer é tratado no Brasil e no mundo.

