NADA SERÁ COMO ANTES

A guerra no Irã mudará a geopolítica do século 21

O objetivo dos EUA de “mudar o regime” iraniano não será alcançado; as ações de decapitação (assassinato de líderes religiosos e militares) fortaleceram a ala mais radical dos governantes do país.

A guerra começou com o desastroso bombardeio israelense a uma escola infantil em Teerã, que matou 206 meninas, seguido de ataques americanos a cidades e instalações militares; o Irã respondeu com ataques a Israel e bases americanas no Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Kuweit.

Deu-se o oposto do que Trump alardeava: ao invés de uma guerra rápida, vimos a expansão do conflito. Israel invade o Líbano; Irã ataca bases no Iraque e Chipre.

EUA/Israel impõem pesadas baixas, mataram mais de 2.500 iranianos, obrigaram milhares a deixar Teerã, destruíram inúmeros equipamentos militares.

As forças do Irã infligem as piores derrotas aos EUA desde o Vietnã: destruíram 3 sistemas de radares THAAD (cada um custa U$ 1 bi); sistemas de comunicação da 5.ª Frota da Marinha; 6 aviões de reabastecimento; 11 superdrones Reaper; três caças F-15E (que nunca haviam sido abatidos); além de reivindicarem o ataque ao porta-aviões Abraham Lincoln (que foi retirado da região).

A destruição dos THAAD afetou a defesa israelense e deixou Tel Aviv e Haifa vulneráveis – apesar da censura imposta pelo governo, há confirmação de grandes danos e pânico na população.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e 15% dos fertilizantes do mundo, aumentando o preço do petróleo e anunciando uma crise global na produção de alimentos.

Após 20 dias, Trump enfrenta rachas na sua base política. O chefe contraterrorismo dos EUA, Joseph Kent, renunciou ao cargo, justificando que o “Irã não é uma ameaça”. O influente apoiador da extrema-direita americana, Tucker Carlson, disse: “Esta guerra é de Israel, não dos EUA”. A chefe da diplomacia da OTAN, Kaja Kallas, disse buscar uma “saída diplomática”; Trump respondeu “não precisar de ninguém”, mas telefonou a Putin, em busca de uma saída honrosa.

CASO EPSTEIN

Analistas especulam que Netanyahu utiliza arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein, obtidos pelo serviço secreto Mossad, para “chantagear” Trump a manter os EUA na guerra – haveria imagens do presidente com meninas menores de idade.

RÚSSIA, CHINA E PAQUISTÃO

Para proteger Israel, os EUA transferiram seus sistemas de radares da Coreia do Sul e Taiwan e se afastaram da Ucrânia, abrindo caminho à maior influência de China e Rússia.

Sem ajuda americana, Israel não resistiria ao Irã, que ainda nem usou seus mísseis hipersônicos mais modernos. Em “risco existencial”, Netanyahu cogitaria lançar bombas atômicas à Teerã, cujas consequências seriam aterradoras – o Paquistão, potência nuclear aliada do Irã, alertou que responderá à altura.

CONCLUSÃO

O conselheiro da Casa Branca, David Sacks, pediu a Trump: “Declare vitória e saia”. O Irã disse que só encerrará a guerra se houver “garantias contra futuras agressões”, que incluiria o fim das bases americanas da região.

(Ilustrações: Axios; Olhar Digital; Toda Matéria).