OPÇÃO SANSÃO


A expressão Opção Sansão se refere à estratégia militar de Israel de uso de armas nucleares; o termo surgiu no livro do jornalista americano, especialista nos serviços secretos, Seymour Hersh, intitulado “Opção Sansão: o Arsenal Nuclear de Israel e a Política Externa dos Estados Unidos”, 1991, recorrente em vários textos atuais¹.
A história de Sansão consta na Bíblia (Juízes 13-16): um israelita nazireu, cujo voto de consagração a Deus o proíbe de cortar o cabelo, ingerir bebidas fermentadas e tocar em cadáveres, dotado de incrível força para combater os filisteus, destruir cidades e massacrar a população.
Sansão se apaixonou por Dalila, uma filisteia incumbida de descobrir o segredo de sua força – que estava em sua vasta cabeleira. Sorrateiramente, enquanto ele dormia, Dalila chamou os filisteus para cortarem seus cabelos. Sansão foi preso, torturado, cegado e levado ao templo de Dagom, em Gaza, para celebração pública, onde, motivado pelo desejo de vingança, pediu a Deus a restituição de sua força e foi atendido. Então, derrubou as colunas do templo e o fez ruir – matou milhares de filisteus e morreu junto. Uma interpretação dessa história é que ter grande força e bençãos divinas pode levar líderes sem caráter e sem controle emocional a agirem fora da lei e da moral, mesmo que resulte em sua própria morte.

A analogia com a guerra em curso, entre Israel/EUA e Irã, faz todo sentido. O Estado Judeu é o mais poderoso do Oriente Médio, sua força descomunal vem do exército e, em último caso, de seu arsenal nuclear.
Aparentemente, enquanto “dormia”, ou seja, substimava o Irã (os filisteus da ocasião), Israel foi atacado por enxames de drones e chuvas de mísseis, como “tesouras nos cabelos de Sansão”. Daí, o exército iraniano destruiu os sistemas de radares, “cegando” as até então inexpugnáveis defesas antiaéreas israelitas – Tel Aviv, Jerusalém, Haifa estão sendo “torturadas”, dia após dia.
Netanyahu é um líder vingativo, descontrolado emocionalmente, não respeita as leis internacionais e não está nem aí para questões morais. Provou isso no genocídio palestino em Gaza, ao matar 100 mil pessoas (25 mil crianças).
Se concluir que seu país está em “risco existencial” e se sentir humilhado perante o Ocidente, Netanyahu poderá, com as bênçãos de Deus e dos EUA, usar a Opção Sansão – por vingança, matará milhões de iranianos, assumindo o risco de milhares de israelitas morrerem junto.
Fonte: ¹Aldo Fornazieri, op. cit., 2026, Jornal GGN. (Imagens: Kingstone Bible; Broadcast; WorthPoint).

