Fernando Marangoni é acusado de agressão pela esposa em Santo André

Deputado é levado à delegacia após denúncia de violência doméstica e caso repercute

O deputado federal Fernando Marangoni (Podemos-SP) foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo André, na manhã desta quarta-feira (1º), após ser acusado de violência doméstica pela esposa, a médica Fabiana Marangoni. A ocorrência foi registrada após vizinhos ouvirem gritos e acionarem a polícia.

Em vídeo que circula pela internet, Fabiana afirmou ter sido agredida fisicamente durante uma discussão no apartamento do casal. Ela também declarou que não é verdade que foi espancada e que o deputado teria quebrado todo o apartamento. “Sim, nos desentendemos, sim houve agressão física”, afirmou a médica. A vítima afirmou ainda que deseja que o deputado deixe o apartamento.

Ambos foram à delegacia para prestar depoimento. Até o momento da publicação, o caso seguia em apuração pelas autoridades, e não havia posicionamento oficial da defesa do parlamentar.

O episódio ganha repercussão por envolver um integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Recentemente, Marangoni atuou como relator de um projeto de lei que prevê prisão preventiva imediata para agressores que descumprirem medidas protetivas.

A proposta, já aprovada na comissão, estabelece que o descumprimento de restrições, como uso de tornozeleira eletrônica ou afastamento da vítima, pode resultar em prisão. O texto ainda será analisado pelo plenário da Câmara.

Na justificativa do projeto, o parlamentar destacou que o desrespeito às medidas cautelares aumenta a vulnerabilidade das vítimas e pode levar à reincidência da violência.

Marangoni havia anunciado na véspera sua filiação ao Podemos, após deixar o União Brasil. Já Fabiana Marangoni disputou as últimas eleições municipais como candidata a vice-prefeita em Santo André.

Recentemente o deputado enviou Emenda Parlamentar para Taquaritinga, intermediada por vereadores, que prevê R$ 440 mil para fortalecer serviços públicos e entidades assistenciais.

O caso segue sob investigação.

Fontes: Metrópoles-SP; Câmara dos deputados; Diário do Grande ABC; GP1;SBT; internet