“Cadê o nosso dinheiro?”: aposentada cobra rescisão e denuncia atraso de 18 meses
Simone Gonçalves critica falta de pagamento e cobra ação da Câmara: “Somos aposentados, mas não somos dementes”

Em um desabafo contundente na Tribuna Livre da Câmara Municipal, a aposentada Simone Gonçalves expôs a situação de servidores públicos que aguardam, há mais de um ano, o pagamento de suas rescisões trabalhistas.

Simone afirmou estar aposentada há um ano e meio, após mais de 32 anos de serviços público, sem ter recebido o valor a que tem direito. “Eu não estou pedindo esmola. Foi descontado do meu salário durante décadas”, declarou. Em tom de indignação, questionou: “Cadê o nosso dinheiro?”
A aposentada também criticou o que considera falta de ação do Legislativo diante do problema. “Vocês têm meios para cobrar. Nós queremos uma fiscalização efetiva”, afirmou.
Em um dos momentos mais marcantes da fala, Simone rebateu possíveis interpretações sobre a condição dos aposentados: “Somos aposentados, mas não somos dementes. A gente acompanha, a gente sabe o que está acontecendo”
Repercussão entre vereadores

A vereadora Meire Mazzini (PL) reconheceu a legitimidade das cobranças e sugeriu a convocação do secretário responsável para prestar esclarecimentos.


O vereador Delo Miguel (União) reforçou a necessidade de uma comissão para apurar os atrasos e afirmou estar disposto a integrar o grupo. Já Baixinho do Posto (Novo) destacou que a situação tem gerado constrangimento público e defendeu uma ação conjunta do Legislativo, inclusive com encaminhamento ao Ministério Público, se necessário.



Na sequência, o vereador Véio Modesto (PSD) classificou o cenário como “vergonhoso” e cobrou medidas mais firmes. A vereadora Miriam Ponzio (PT) afirmou que há mobilização e pressão sobre o Executivo. Por fim, o vereador Gabriel Belarmino (PL) defendeu menos discursos e mais ações práticas para resolver o problema.
Encerramento e posicionamento da presidência

Ao encerrar o debate, o presidente da Câmara, Betto Girotto (MDB), afirmou que a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) depende da adesão mínima de vereadores, mas garantiu que, havendo o pedido formal, o processo terá andamento.

