A CONQUISTA DA LUA E O DESAFIO PARA A GEOPOLÍTICA

A conquista do espaço se iniciou em 1947, os EUA enviaram os primeiros seres vivos, as moscas-das-frutas, num foguete V-2, desenvolvido pela Alemanha nazista; dez anos depois, os soviéticos desencadearam a “corrida espacial”, o microssatélite Sputnik, o primeiro mamífero (a cadelinha Laika), o primeiro humano, o cosmonauta Yuri Gagarin; em 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na Lua.

A corrida seguiu: a União Soviética  com a primeira estação espacial, Salyut, seguida da americana SkyLab; em 1975, em plena Guerra Fria, a inédita missão conjunta, a nave americana Apollo se acopla à soviética Soyuz; em 1986, a primeira estação permanente, a soviética Mir (Paz, em russo); em 1994, nova cooperação, ônibus espaciais americanos acoplam à Mir – embrião do mais arrojado projeto da humanidade: a Estação Espacial Internacional (ISS), com Europa, Japão e Canadá (2001).

Somando todas as missões, mais de 500 humanos, de 39 países, já foram ao espaço, incluindo Brasil (astronauta Marcos Pontes, 2006), Índia, África do Sul, México, Israel, Síria, Mongólia, Vietnã etc.

A LUA

Doze americanos caminharam na Lua (todos homens brancos), em seis missões, a última em 1972. EUA, Rússia, China, Japão, Europa, Índia, Israel, Paquistão e, curiosamente, o pequeno Luxemburgo, já enviaram sondas – o destaque, agora, são os programas lunares americanos e chineses.

A China tem sua estação espacial exclusiva, Tiangong-3 (Palácio Celestial), no contexto do Programa Chang’e (Deusa da Lua), de 04 fases, sendo três já concluídas, com a coleta de 2kg de solo lunar, trazidos à Terra em 2020; o pouso tripulado está previsto para 2029.

Os EUA operam o Programa Artemis, de 05 fases, a segunda foi concluída em abril, quatro astronautas (uma mulher e dois homens americanos, sendo um negro, e um canadense), orbitaram a Lua por 10 dias e retomaram à Terra; novo voo tripulado, de 30 dias, será em setembro; o pouso tripulado previsto para 2028; a construção da base lunar, para 2030.

A nova corrida espacial é focada na exploração do Hélio-3, o “combustível dos sonhos”, energia limpa, raríssimo na Terra e abundante na superfície lunar. O altíssimo valor do gás – US$ 20 milhões o kg – indica a viabilidade econômica da mineração na Lua, o que chama a atenção também das potências espaciais Rússia, Índia e União Europeia.

(Com: NASA; Roscosmos; ESA; ISS e agências).