A PACIÊNCIA DE PUTIN

Ao completar quatro anos, a Guerra da Ucrânia se tornou o maior conflito na Europa desde a 2.ª Guerra – e sem perspectiva de paz no curto prazo. A Rússia ocupa 20% do território da Ucrânia, que resiste graças ao apoio de países do Ocidente, os quais, aparentemente, subestimam o poder militar russo e acreditam numa “reviravolta”, em favor dos ucranianos.

Trump tem afastado os EUA do conflito, passando a responsabilidade da gestão da OTAN aos europeus, que não estão à altura de enfrentar o exército de Moscou, apesar de a mídia ocidental propagar o contrário. Especialistas independentes, como o ex-analista da CIA, Larry Johnson, sustentam que o Ocidente erra ao interpretar a postura “moderada” de Putin como sinal de fraqueza; a condução russa mantém uma “linha previsível”, com avanços no campo de batalha, poupando a vida de soldados russos e de civis ucranianos.

Sob ordem do presidente Zelensky, o exército ucraniano escalou ataques com drones e mísseis, sobre áreas urbanas, inclusive de Moscou, e a alvos considerados estratégicos pelo Kremlin, o que têm aumentado a pressão de políticos, autoridades e da população russa para que Putin reaja de forma mais incisiva.

Forças russas já lançaram ondas de drones e mísseis hipersônicos, de última geração, ao território e à capital da Ucrânia. Nesta semana, o Ministério das Relações Exteriores russo orientou diplomatas estrangeiros a deixarem Kiev, e a civis se afastarem de instalações militares e administrativas da cidade, sugerindo que haverá uma ação de grande escala – especula-se que os russos preparam uma invasão por terra, rumo à Kiev, a partir da Bielorrússia, inclusive com tropas da Coreia do Norte que estão estacionadas na fronteira.

Governos ocidentais seguem com apoio político, financeiro e militar à Ucrânia, o que dificulta as discussões sobre negociações diplomáticas para pôr fim ao conflito – e testam a paciência de Putin.

(Com: Pascal Lottaz; Glenn Diesen; Joza Novalis et al.)