O IRÃ TEM BOMBA ATÔMICA?

O ex-analista da CIA, o americano Larry Johnson, e o analista internacional, o brasileiro Pepe Escobar, passaram a sustentar que o Irã já dispõe de um artefato nuclear.

O chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, teria transmitido ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que o Irã “realizaria um teste nuclear”, caso não haja acordo com os EUA. Especula-se que a bomba seria de fabricação própria ou fornecida por Paquistão ou pela Coreia do Norte.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, teria explicado a nova posição nuclear do país ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif: caso haja a “eternização” dos ataques americanos e do falso cessar-fogo de Israel, o Irã se retirará das negociações sobre o programa nuclear; abandonará o formato sobre a quantidade de enriquecimento de urânio e de sua entrega à Rússia, China ou Paquistão; e detonará uma bomba nuclear, em solo iraniano, como demonstração de soberania.

Isso se deu na última semana, após ministros israelenses apoiarem a chacina de civis no Líbano, aos moldes do genocídio em Gaza, o que levou Trump a telefonar a Netanyahu, em 1.º de junho, vociferando, raivoso, que parasse com os ataques. Trump confirmou ter dito a Netanyahu: “Você está louco? Que diabos está fazendo? Eu ajudei você a não ir para a prisão.” Nesta terça-feira (09/6), Israel voltou a atacar o Líbano, o que foi entendido como novo desafio de Netanyahu a Trump – oito civis foram mortos.

Coincidentemente (ou não), na segunda-feira (08/6), o presidente chinês, Xi Jinping, fez sua primeira visita, em sete anos, à Coreia do Norte, para se encontrar com Kim Jong Un – na pauta, “levar as relações bilaterais a um novo patamar”.
O vice-comandante das forças armadas do Irã, brigadeiro Asadi, afirmou, no contexto nuclear, que o país “ainda não revelou todos seus trunfos”. Se o Irã detonar uma bomba nuclear, própria ou “emprestada”, sugeriria que possui mais algumas, o que colocaria a guerra numa nova escalada — Israel iria atrás dessas outras ogivas, e não relutaria em atacar as possíveis instalações iranianas com suas próprias bombas atômicas táticas. E, se o Irã conseguir “proteger” uma bomba que seja, consideraria lançá-la, em represália, a Tel Aviv.
Inquietante.
(Com: LaJornada; Axios; CNN; RTP).

